quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Foi

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Era só um mar
De malha, de marchar
De seguir o vento
Ventar tanto
Era só cegar
Deixar os olhos, ir andando
Pra um lugar qualquer
Pedaço de terra
Tragar de volta
esse ar que faz tanta falta
esse mar
era só
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Um pouco de poesia. A primeira, porque o momento exige, a segunda porque uma irresistível e fúnebre atração pela tristeza não deixou ignorar.



"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa



Despedida

"Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não Ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras?
Tudo.
Que desejas?
Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão"

Cecília Meireles

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Retirado de O Globo, de 02/12, e totalmente apoiado por esta que vos transcreve (http://oglobo.globo.com/pais/moreno/post.asp?t=aos_senadores&cod_Post=144212&a=27):

Aos senadores

ALI KAMEL

No debate sobre cotas raciais, há três correntes de pensamento.

A primeira diz que o racismo no Brasil é forte e que é ele o responsável pela desigualdade encontrada entre negros, pardos e brancos. Por essa razão, advoga a adoção de cotas raciais sem corte de renda. Se é o racismo que explica a desigualdade, afirma, não faz sentido excluir dos benefícios nenhum negro (ou pardo) apenas porque ele tem dinheiro, já que o preconceito será sempre uma barreira ao seu pleno desenvolvimento. Essa corrente acredita também que cotas raciais não provocarão ódio racial, e, como prova, diz que inexiste conflito nas universidades que a adotaram. Já li, porém, reportagens mostrando que cotistas sofrem discriminação em salas de aula, um ponto que se investiga pouco.

A segunda corrente não nega a existência do racismo, porque este sentimento abjeto, infelizmente, existe em maior ou menor grau em todas as sociedades. Mas afirma que, no Brasil, o que mais explica a desigualdade é a pobreza: os negros e pardos estão em pior situação porque formam a maioria entre os pobres. Como há, porém, cerca de 19 milhões de brasileiros brancos pobres, esse grupo defende a adoção de políticas para a promoção dos pobres independentemente da cor da pele. Ao se combater a pobreza, os negros e os pardos serão ajudados naturalmente numa proporção maior do que os brancos. Essa política teria a vantagem de não promover ódio racial: deixado à margem de políticas sociais, um branco pobre sentiria enorme rancor ao se ver estagnado na pobreza enquanto um vizinho, tão pobre quanto ele, progride apenas porque é negro ou pardo. Essa corrente advoga investimentos maciços nas escolas públicas como forma de democratizar o acesso à universidade. Mas, se a sociedade insistir em experimentar o sistema, admite a adoção de cotas, desde que elas tenham um corte de renda, jamais racial.

Por fim, uma terceira corrente acredita também que a desigualdade se explica pela pobreza, defende a promoção de políticas sociais voltadas para os pobres em geral, independentemente da cor, com destaque para investimentos em educação básica, mas é absolutamente contrária à adoção de cotas. Porque a experiência internacional mostra que elas são ineficazes, mas, fundamentalmente, porque elas solapam o princípio do mérito, única alavanca para o sucesso individual, provocando, se adotadas, a degradação do ensino superior.

O que fez o projeto de cotas aprovado na Câmara no fim de novembro, e que agora tramita no Senado? Uma salada confusa, um emaranhado de conceitos que só revela pouca reflexão sobre o tema.

O artigo primeiro destina 50% das vagas nas universidades federais para alunos de escolas públicas. Um parágrafo único estipula que metade dessas vagas deve ser preenchida por alunos com renda per capita de um salário mínimo e meio. Se o projeto tivesse esse único artigo, a Câmara teria aprovado uma política de cotas sociais: independentemente da cor da pele, metade das vagas seria destinada a alunos das escolas públicas de qualquer renda, mas em geral pobres, e a outra metade beneficiaria especificamente os mais pobres entre os pobres. O grande senão dessa política seria o tamanho da cota, 50%, uma proporção danosa sob todos os ângulos.

A confusão começa com os outros artigos. O terceiro determina que as vagas sejam preenchidas por autodeclarados negros, pardos e indígenas, "no mínimo", na mesma proporção que esses grupos têm na população de cada estado. Se a população tem 15% de negros, 40% de pardos e 1% de indígenas, ao menos 15% dos 50% das vagas a que se refere o artigo primeiro devem ser destinados a negros, 40% aos pardos e 1% aos indígenas. Ocorre que isso totaliza 56% dos 50% das vagas. O que fazer com os restantes 44%? Atendida a proporção mínima, as universidades podem dispor do restante das vagas para distribuí-las, como quiserem, entre negros, pardos e indígenas. Podem dar mais para pardos do que para negros ou vice-versa.

O artigo terceiro tem ainda um parágrafo único. Diz ele: "No caso de não-preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, aquelas remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas." Pode-se presumir que esse parágrafo abre a possibilidade de que, sobrando vagas, alunos brancos possam vir a preenchê-las, mas isto não está claro. Num projeto em tudo racialista, espanta que, no texto do parágrafo, não fique explícito que a referência é a alunos brancos. Sem esta explicação, a redação do projeto fica tão vaga que, muito provavelmente, os brancos pobres brasileiros vão ficar a ver navios.

Por que o projeto é uma salada? Porque não satisfaz nenhuma das três correntes de pensamento. Não acolhe a primeira corrente, porque exclui os negros não pobres. Não acolhe a segunda corrente porque dá às universidades o poder de só beneficiar negros, pardos e indígenas pobres, excluindo os brancos, mesmo quando pobres. E não acolhe a terceira corrente pelo simples fato de estabelecer cotas.

Não é segredo que eu me filio à segunda corrente. Portanto, para mim, se a sociedade quer mesmo experimentar esse mal que são as cotas, o projeto deveria ter uma redação simples assim: "Art. 1º: As universidades federais reservarão em cada vestibular para cursos de graduação, por curso e turno, 15% de suas vagas para estudantes com renda per capita de um salário mínimo e meio. Parágrafo único: Na distribuição dessas vagas não será tolerada discriminação por cor, gênero, credo religioso ou posição política."

As universidades seriam mais coloridas, mais justas, sem excluir ninguém em função da cor da pele.

Mas os nossos senadores vão admitir ser simples, e justos, assim?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

É um clima estranho. Aqui, a chuva cai a cada 5 minutos, com intervalos breves de sol intenso e pedaços de céu azul. E vem sempre de um lado diferente. Santa Catarina sofreu grandes perdas nos últimos dias. Após uma crise mundial anunciada, as inundações e quedas de morros, casas, barreiras transformam em fato o que até então era só boato - perdoem a rima fácil - e 2008 vai chegando ao fim como um ano de grandes mudanças. Um fatalista diria que é o fim dos tempos. Prefiro pensar que desastres acontecem o tempo todo, só que desta vez fomos nós os grandes contemplados. Faz parte da roleta russa da vida. E quem pode dizer que o mundo que vem pela frente não será melhor?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais um aniversário e todas aquelas mensagens de felicidades no orkut que eu não consigo responder. Obrigada, caro(a) leitor(a) se você está na lista, e se não está também - afinal, tê-lo(a) gastando um tempo por aqui é mais do que uma honra.

Prometo que assim que o site voltar a funcionar eu respondo a todas as mensagens.

Pra quem está só de passagem, sim, ganhei mais um ano de "experiência"...

Abraços e volto a escrever algo de útil quando conseguir tirar o mofo do cérebro (SC anda húmida demais ultimamente).

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Lendo a história de Joana, A Louca (la reina de Castilla, hija de Fernando e Isabel), em El Pergamino de la Seducción, de Gioconda Beli, começam a surgir na mente desavisadas (ir)reflexões.

O livro é um romance, e não pretende impor-se como fato histórico. Mas a minha mente, que sempre acreditou mais nos poetas que nos cientistas, insiste em dar crédito à versão de Gioconda. Deixando esta última volta de lado e voltando às (ir)reflexões, o que quero postar aqui, após tantos dias de chuva e vazio mental, é a obviedade chocante da constatação de que a loucura, mais do que uma falta de capacidade de raciocínio, é a característica das mentes que não aceitam seguir as regras hipócritas da sociedade.

Louco é aquele que grita aos quatro ventos as verdades cochichadas pelos corredores. Louco é aquele que percebe a incongruência da rotina e, ao mesmo tempo, dá-se conta do quanto depende dela. Louco é aquele que assume sua identidade mais profunda, longe das amarras da família, dos amigos, da escola, do trabalho. A loucura é a forma mais pura de sanidade mental.

(se alguém aí quiser saber o que eu ando tomando, manda um post, hehehehe :))

Boa e louca sexta-feira de quase-sol para os improváveis leitores!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Confesso que ando meio sem inspiração para escrever, tras tantas semanas de chuva. Não fossem as parcas aparições do sol este último fim de semana, acho que nem estas linhas sairiam. A exemplo do Teco, fiel escudeiro, permaneço escondida embaixo da cama até que a situação - ou a inspiração - melhore.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dizem que em Londres chove muito. E os dias são cinza a maior parte do ano. Até parece Joinville...

Alguém aí está indo pra Londres e precisa de uma carregadora de malas com inglês mais ou menos?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O mau do brasileiro é a pena. Brasileiro tem pena do mendigo, do cara que pede esmola no sinaleiro, tem pena até de bandido. É a maldita síndrome do coitadinho, essa coisa que nos puxa pra baixo, fazendo com que recompensemos sempre quem ficou para trás, ao invés daqueles que lutaram para chegar na frente. "Ah, mas tem político corrupto". Tem, um monte. E um povo bunda que não sabe votar. "Tem gente que não precisa trabalhar, já nasce rica". E que culpa eles têm disso? "Tem criança pedindo esmola porque está com fome". Está, mas a esmola de hoje só vai fazer com que ela peça mais esmola amanhã.

Essa síndrome horrorosa matou uma menina inocente este final de semana. A polícia ficou com pena de machucar o bandido e deixou o seqüestro evoluir até que a vítima fosse morta. Assassinada pela pena. Qualquer brasileiro que tenha ligado a TV nas últimas 24h conhece essa história.

Se ao invés da pena usássemos mais nosso cérebro, esse país perderia menos tempo se lamentando da fome, do analfabetismo, dos roubos e dos seqüestros. Mas somos coitadinhos, e coitadinho só sabe sofrer...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Quem sempre segue a mesma receita de bolo de chocolate seguirá comendo o mesmo bolo de chocolate para sempre.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"Deus fará
Absurdos
Contanto que a vida
Seja assim
Sim
Um altar
Onde a gente celebre
Tudo o que Ele consentir"

(Estrela - Gilberto Gil)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Tangos e Risadas

Nada do que vou dizer aqui é novidade, afinal, o Tangos e Tragédias já existe há muito tempo. Mas, enfim, por quê não comentar? Nunca tinha visto e ri o show inteiro! Hilário! A dança Copérnico (ou o antigo Copérnico, já que, como disseram os protagonistas, iam criar uma nova dança mas decidiram continuar com essa mesmo e só mudar o nome, mas aí não mudaram o nome ainda então... só vendo mesmo pra não entender), o amor de Marcela e Roberto, como bem citou nosso comentarista, a teoria da baba e do cuspe (essa é meio nojenta) e o gran finale, com um grande coro da platéia no meio da rua XV, tudo muito bem orquestrado para envolver o público do início ao fim na mais perfeita comédia. Enfim, lavei a alma!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Eu ganhei, eu ganhei! 2 ingressos para um show do Tangos e Tragédias! Amanhã conto como foi.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Promessas de Campanha

Descrente assumida, pero sin perder la esperanza, resolvi pesquisar melhor as promessas de nossos prefeituráveis. Como a lista nacional é grande, limito-me à pacata Joinville. E achei, vejam vocês, um "promessômetro" - página da internet onde um jornal local está publicando as promessas que são feitas pelos candidatos. A lista é grande, mas é melhor conferir agora do que reclamar depois (ou ao menos para ter do que reclamar depois). Eleitores e eleitoras (ugh!) desamparados, acessem o "linkezinho" abaixo e divirtam-se:

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Política&newsID=a2183454.xml

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Na foto a praça central de Joinville (SC) nas décadas de 60/70. Grama, árvores, flores. Assim mesmo, feito praça de interior. Muitas árvores derrubadas depois, uma praça moderna e sem vida tomou conta do lugar. Saudades daqueles tempos sem pressa...



domingo, 14 de setembro de 2008

Volver, volver, volver...

Turistas, “axá”!!! Essa deve ter sido a primeira coisa que ouvi de um portenho(a) ao pisar em Buenos Aires. Mas não assim, dito com delicadeza, amabilidade, sabe? Foi quase um tapa na cara mesmo. Péssima primeira impressão. E olha que eu estava disposta a não acreditar no estereótipo do portenho grosso.

Mas, tirando as picuinhas, vamos à descrição dos fatos. Os bons e argentinos fatos. Maravilha tirar uma semana de férias e fazer uma imersão numa cultura tão diferente. Até o frio é outro por lá. Abaixo, um resumo da semana (e um pequeno guia para quem pretende aproveitar a relação real x peso para curtir uns dias internacionais).

Beco Diagonal

Seria um filme do Harry Potter? Beco estranho, corredor esquisito... e um hotel centenário. Não, era só a entrada do quarto no Castelar Hotel. Mas bem poderia ser o Beco Diagonal saído da imaginação da J. K. Rowling. Agora já sei onde ela buscou inspiração.


Abro a porta e: tchan! Assustada não ficava sua avó. Era a casa da bisa. A total e completa casa da bisa. Depois da porta feita tão alta num tempo de pessoas baixinhas, um quarto com papel de parede descascando, armário de madeira maciça, banheira daquelas que você encontrava na casa da sua avó e cortinas, bem, cortinas que combinavam com a colcha, como as da casa da avó da sua avó, começamos a repensar esse negócio de reservar hotel pela internet. Mas tudo bem. Férias compensam qualquer coisa.

Da Casa Rosada ao Ateneo

Primeiro dia é aquele do clássico city tour. Mas o único guia que usamos foi o impresso, que Buenos Aires é plano e esse negócio de ficar pagando pra carregarem a gente de um lado para o outro não tá com nada. Puro desperdício de dinheiro. Anote a dica: compre um guia da cidade antes de sair de casa e esqueça esse negócio de pagar pacotes de passeio. Você economiza e fica livre para fazer o próprio horário. E sem medo de não entender os habitantes locais. Já estão tão acostumados com os brasileiros que quase falam português melhor que nós. Ah, a dica vale para qualquer destino.



Buenos Aires é bem antiga. E parece que faz questão de preservar essa “identidade”. Os prédios são grudados um no outro, e o clima europeu reina em meio ao frio e as construções seculares. Ao menos para pouco privilegiados como eu que ainda não puderam conhecer a Europa de perto.

Um negócio legal que fizeram lá foi revitalizar instalações antigas e criar shoppings e outras atrações no lugar. A arquitetura de 1800 e antigamente continua para as futuras gerações, e dentro ninguém precisa comer poeira. O Shopping Abasto (abaixo) é um bom exemplo.


Outro exemplo digno de nota é a livraria O Ateneo. Feita num antigo teatro, é hoje uma das maiores do mundo, e proporciona uma vista singular aos visitantes. Vale muito a pena visitar. E comprar, se quiser se arriscar no espanhol.


Curiosidades

Nunca tinha visto por aqui, mas lá tem aos montes, principalmente em bairros como a Recoleta: passeadores de cachorro. Gente que sai com o seu cãozinho – e mais uns 10 – pra passear. Eles dão umas voltas com os bichos, chegam no parque (aqueles que Joinville não tem...) e soltam. Depois de um tempo recolhem um por um e levam pra casa novamente. Curioso.


Protestos e passeatas são outra coisa que parece enraizada na alma portenha. Segundo dia lá e já vimos uma. Os motoristas de ônibus fecharam duas das principais ruas da cidade com seus autobuses para reclamar do espaço dos táxis nas avenidas. Ou alguma coisa assim. Terceiro dia os motoristas dos ônibus escolares fizeram um negócio parecido. E depois uma ou duas marchas de estudantes, clássicas, coroadas por uma passeata da comunidade colombiana (que já deve ter absorvido a cultura local).




Não perca

O Café Tortoni (150 anos).



O MALBA, o Museo Nacional de Bellas Artes e o Museo de Ciencias Naturales, em La Plata (1h de ônibus, apenas R$ 6,00 por pessoa pela passagem, e saídas de 15 em 15 min. Inacreditável).


O Caminito, em La Boca, pertinho da Bombonera. Mas faça como diz Alfredo, o taxista com milhares de clientes brasileiros: aprecie a vista, tire umas fotos e vá embora. Os preços dos artesanatos são um roubo.



Para ir de um lugar a outro

O metrô é velho, mas funciona muito bem, além de ser barato. Menos de 50 centavos, para nós brasileiros.


O táxi também é muito barato. Abaixo Alfredo, o taxista com um CRM na cabeça, e seus telefones, se quiser agendar os passeios com ele e praticar o espanhol – tem muita história para contar.


(54) 15 5593 6756
(54) 15 3549 2030
(54) 4220 55 83

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

2 días y contando...

Narciso

Quantas cores guarda a outra metade
Que não refletem de nós?
E se é metade, não deveria ser diferente?
Que outros brilhos, formas ou sons não nos complementam?
E quanto complementamos nós a outra parte?
Haverá metade ou será nossa mente, tão complexa e já completa, querendo ver-se refletida?
De quantos espelhos precisamos para seguir em frente...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Rusia toma "medidas de precaución" en el mar Negro
El presidente ruso asiste a la cumbre de la Organización de Cooperación de Shangai en busca del apoyo de China.- La OTAN urge a Rusia a que revoque la decisión sobre Osetia del Sur y Abjazia.- Llegan a Georgia los barcos militares de EE UU con ayuda

(www.elpais.com)

Tsc, tsc, tsc, así empiezan las guerras, diría Mafalda...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ainda quero entender o critério que usaram para classificar a informática como ciência exata. Porque essa deve ser uma de suas características mais difíceis de indentificar. Quem trabalha ou trabalhou em empresa de software sabe bem o que é isso. Por exemplo, tente resolver um problema da área com um profissional. A resposta nunca vai estar completamente certa. E se você perguntar para outras 9 pessoas a mesma coisa, elas vão te dar 9 respostas diferentes. Até dá para colocar os 10 numa sala e chegar num consenso. Mas você pode ter certeza que vai aparecer um 11º com uma resposta totalmente diferente das outras 10 que você tinha conseguido, e totalmente em desacordo com o que foi alinhado na reunião. É de chorar! E ainda tem Murphy, que reina soberano nesse sanatório...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Múuuu

Sabia que para produzir 1kg de carne bovina são necessários em média 13 mil litros de água? E que o gado é responsável pela emissão de 18% dos gases poluentes da atmosfera? (meus pudores femininos impedem um comentário adequado sobre essa última frase :))

Não sei você, mas, mesmo com essas informações, eu continuo gostando de um belo bife mal passado.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Self

Dentro do umbigo vive um serzinho
Assim, exigente
Um dia triste
Outro feliz
Que sabe o que faz, o que quer, o que diz
Mas nunca entende
Nesse universo pequenininho
O viver de outra gente

Deve ser, quem sabe
Porque seus olhos são tão miúdos quanto o seu mundinho
Nem sonha, o pobre diminutivo,
Como é bom enxergar diferente.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tem dia que dá vontade de bancar a avestruz - enfiar a cabeça num buraco (sem trocadilhos maldosos) e só sair quando as coisas estiverem resolvidas.

domingo, 27 de julho de 2008

Ironia é essa arma que impede as pessoas de chegarem muito perto quando não sei como reagir. O que acontece na maior parte do tempo.
Ele tem depressão de domingo. E demoooora pra sair da cama de manhã.
Gosta de comer e passear. Adora andar na grama. Feito eu. Em quase tudo, essa coisinha peludinha que um dia topei trazer pra casa, é uma miniatura de mim. Só não tem, pra sorte dele e dos que o rodeiam, essa ironia cortante. Engraçado as mudanças que um simples cãozinho fazem na vida da gente. Os sentimentos que desperta é como se estivessem encaixotados em algum lugar impossível de encontrar. Parece destino, necessidade. Um presente.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

No meio da conFUSÃO tá difícil escrever. Parece que o "lado negro da força" será dominado e Darth Vader, bom, Darth Vader não me importa. Só sei que vai sobrar peão nesse jogo de xadrez. Tem neguinho que só volta a dormir em 2010...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u425004.shtml

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cold

O dia está frio
O mês, o ano
O mundo está de uma frieza de dar dó
E depois não entendemos porque enlouquecem
Os doentes do coração
Porque se amarram às macas, soros, estetoscópios
À frieza dos médicos
É que amar ficou tão mais difícil
Que até as rimas estão por um fio.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Melhor para Se Trabalhar

Para mim, onde haja desafios, mas também alguns momentos para respirar e fazer as coisas com calma.
Onde haja liberdade para expor opiniões sem receber represálias.
Onde as pessoas sintam-se iguais.
Onde os chefes tenham consciência de que mais que mandar, devem ser líderes.
Onde os líderes não tenham medo de expor suas opiniões para seus líderes.
Onde a gente cresça, não só em cargos e posições, mas como pessoa.
Onde saibamos para onde afinal a empresa quer ir e as regras sobre como chegar lá sejam claras (mas que sempre possam ser melhoradas).
Onde ninguém te olhe torto quando você fala em final de semana, férias, 1h30 de almoço e ir pra casa às 18h.
Onde você trabalhe por metas e não por horários.
Onde quem define as metas tenha o bom senso de lembrar que a gente também precisa de um tempo para dormir, comer, conversar, ler, ver um filme, passear e ficar sem pensar em trabalho.
Onde a gente pense em trabalho nas horas mais inusitadas e, ao invés de estressante, esta seja uma experiência criativa e empolgante.
Onde?

quinta-feira, 19 de junho de 2008


"Depois de maio, propostas chegarão até você com mais facilidade, e aí poderá dar uma guinada definitiva em sua vida."

Propostas, propostas, cadê vocês? Será que eu estava distraída e não vi? Horóscopos....

quarta-feira, 18 de junho de 2008


"Acabou rindo. Deixou que eu segurasse sua cabeça com as mãos e buscasse seus lábios. Embaixo dos meus, que a beijavam com avidez, com ternura, com todo o amor que eu sentia, eles permaneciam imutáveis.
- Desejo você - sussurrei-lhe no ouvido, mordiscando a ponta da orelha. - Você está mais bonita do que nunca, peruanita. Quero você, desejo você com toda a minha alma, com todo o meu corpo. Nesses quatro anos, não tenho feito outra coisa senão sonhar com você, amar e desejar você. E também amaldiçoar. Todo santo dia, toda noite, sem faltar um dia.
Pouco depois ela me afastou com as mãos.
- Você deve ser a última pessoa no mundo que ainda diz essas coisas às mulheres. - Sorria, divertida, olhando-me como se fosse um bicho estranho. - Que breguices você diz, Ricardito!"

Mario Vargas Llosa - Travessuras da Menina Má

terça-feira, 10 de junho de 2008

Complementando o post abaixo, dá uma olhada na matéria que saiu esses dias no Financial Times (copiada do site da Meio&Mensagem) sobre a Record - tem um comentário revelador sobre a novela mutante da rede, Breguices do Coração. É, a Globo que se cuide...


Rede Globo e seu clone Record
Matéria do Financial Times revela os segredos da Globo para manter-se como líder de audiência e os planos da Record para tentar destroná-la
06/06/2008 - 16:43
Uma expressão futebolística no Brasil diz que não se mexe em time que está ganhando. A rede Globo, maior rede de televisão do Brasil e quarta do mundo por 30 anos mantém a mesma programação no horário das 18h às 22h, com novelas e telejornais, sempre com o incremento posterior de um jogo de futebol ou filmes, além de sitcoms. De dia e nos finais de semana, os destaques são programas de auditórios, com entrevistas com celebridades, atrações ao-vivo, competições e dramas da vida real.


Este, para o diretor geral Octávio Florisbal é o segredo do sucesso da rede: uma agenda rígida, que mantém a lealdade e captura mais telespectadores. Outro segredo é que a Globo produz quase toda sua programação, com roteiristas, atores, jornalistas e técnicos contratados, fazendo com que surjam atrações com um estilo muito próprio.

E que estilo. As novelas apresentam personagens típicos do Brasil deparando-se com situações diversas, inclusive crime e drogas, mas sempre pintadas de uma maneira melhor do que são na vida real. Os pobres, especialmente, estão melhores no mundo da Globo do que no mundo de verdade: bem alimentados e bem vestidos, estão sempre bem em seus empregos e moram em favelas que deixam as reais bem para trás. 'Os brasileiros se deparam com tantas dificuldades que eles não querem ver mais sofrimento nas novelas', defende-se Florisbal.

Mas se a Globo não muda, os telespectadores sim. Nos dois últimos anos, 20 milhões de pessoas entraram na classe média, que corresponde hoje a 46% da população. Ou seja, mais pessoas tem mais tempo e dinheiro para fazer outras coisas além de ficar sentados assistindo a Globo. Bares, restaurantes e cinemas são ameaças, embora a classe média não seja tão rica a ponto de causar grande impacto. A internet e a TV paga, esta presente em 7% das 50 milhões de casas brasileiras, causam preocupação, mas também com efeito pequeno.

Entretanto, os 70% da verba publicitária da Rede Globo estão sob ameaça. A emissora diz que a média de audiência das 7h até a meia-noite tem caído, mas isso não atinge o horário nobre, embora colunistas como Daniel Castro, da Folha, digam que tenha diminuído sim nos últimos três anos.

Quem estaria 'roubando' o share da Globo? Não são seus rivais tradicionais, SBT e Bandeirantes, mas a Rede Record, com sua fórmula adotada desde 2004: copiar a Globo.

Alexandre Raposo, diretor de televisão da Record, diz que após muitas pesquisas a emissora adotou uma nova programação, com novelas, notícias, futebol e shows de auditório, adotando a mesma estratégia da líder no horário nobre: novela e jornal. O resultado é que as novelas parecem ser as mesmas da Globo, com exceção dos atores, estúdios e qualidade gráfica de aberturas. 'Esta é a nossa estratégia. Estamos usando um condicionamento que já está presente no telespectador. E 80% dos nossos profissionais passaram pela Globo', diz Raposo.

De qualquer modo, as novelas da Record ainda diferem das da Globo. Vidas Opostas, que teve 240 capítulos, passou-se numa favela que realmente parecia com uma favela, com traficantes e policiais corruptos. Seu sucesso foi seguido por Caminhos do Coração, em que personagens da classe-média se defrontam com mutantes que disparam raios fatais dos olhos, uma alegoria para as mazelas da vida brasileira, como os crimes e os políticos corruptos.

No início do ano, a novela fez pela Record o que nenhuma rede brasileira conseguira antes: conquistou audiência no horário nobre que foi mais da metade da Globo. A emissora carioca ainda não está em pânico e mantém a estratégia de não mudar. 'Como líderes de mercado, com a audiência que temos, só podemos mudar de maneira lenta', diz Florisbal. De qualquer modo, parece que a Globo corre o risco de ser comida por seu próprio clone. Um enredo de novela, para a Record.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Os Mutantes - Caminhos do Coração. Dá pra acreditar numa novela com um nome desses? Se for como disse a propaganda no Fantástico da Record, tá no nível do Changeman (o japonês daquele programa infantil cheio de monstros toscos que passava na tv no meu tempo e espero sinceramente que as [nada]inocentes criancinhas dos dias de hoje sejam poupadas de assistir). Tosquice nível A+. E tem gente que assiste. Nunca duvidei de que o Brasil fosse um país brega. Desse jeito até novela da Globo parece superprodução.

E já está na Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminhos_do_Cora%C3%A7%C3%A3o

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O primeiro grande desafio de uma empresa é a comunicação. O segundo é a burocracia. Todo líder, da gerência pra cima, deveria entender muito mais que a média do primeiro e aprender a abolir o segundo. Não que isso seja uma tarefa fácil.

No caso da comunicação, por exemplo, o que faz com que ela seja responsável por 95% das confusões nas empresas é o filtro. Aquele que o cara que deveria passar uma mensagem clara tem na mente na hora de transmiti-la. Ele entende as coisas de um jeito e pensa que, claro, todo mundo entende igual. Daí não se preocupa com os filtros das outras pessoas quando precisa dizer alguma coisa. Com os líderes a coisa fica pior, porque, além do filtro, entra em cena outro vilão: o ego. Líderes têm uma tendência - devidamente cultivada durante o tempo em que permanecem no poder - a achar que o mundo gira ao redor de seus umbigos. E se está lá, logicamente, tem a obrigação de entender o que eu sonho, penso e falo.

Já a burrocracia, bem, a burrocracia tem suas utilidades. O problema aqui é que o tempo ficou tão, mas tão curto, que ninguém mais pode perdê-lo pensando. É preciso produzir, produzir, produzir, uf! haja fôlego! Então, a burrocracia chega e exige que um mesmo projeto seja revisado por 10 pessoas antes de ser liberado, para evitar erros. Claro, cada uma das 10 vai acabar lendo só um pedacinho mesmo, se deixar nas mãos de uma o erro pode ser grotesco. Nas mãos das 10 vai escapar só uma caquinha ou outra (e sempre escapa).

Me pergunto (sem ênclise mesmo) se um dia vamos desacelerar ou se seremos desacelerados por alguma bomba atômica disparada sem querer por um funcionário que estava "produzindo" ou por uma mensagem mal escrita de alguém que esqueceu de tirar o filtro...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Pangea Day

Isso não é desculpa, mas eu não sabia. Nem fazia idéia do que é esse tal de Pangea Day. Fiquei sabendo pela excelente newsletter do Biz Revolution, do Ricardo Jordão. Toda semana o cara traz uma idéia nova, ou ressuscita uma velha, e passa um montão de dicas sobre sites, livros, técnicas de vendas, etc, etc, e etc. Você não sabia? Não é desculpa. Mas tudo bem, agora você já sabe.

Nesse momento tento assistir um dos muitos vídeos no site do Pangea - www.pangeaday.org - chamado "I´ll wait for the next one", um filme francês (é, eles se recusam, mas sabem falar inglês). Tem vários filmes lá que parecem bem interessantes, depois publico algum post a respeito dos assistidos. Vai lá, e entra no site da Biz Revolution também.

Ainda sobre o evento, segue uma definição do próprio site:

The Pangea Day Mission & Purpose

Pangea Day is a global event bringing the world together through film.
Why? In a world where people are often divided by borders, difference, and conflict, it's easy to lose sight of what we all have in common. Pangea Day seeks to overcome that – to help people see themselves in others – through the power of film.

domingo, 25 de maio de 2008

Aun que no sepa escribir correctamente este idioma, creo que sea lo mejor por hoy, despues de unos días lejos del trabajo y toda la locura de vivir para mi, la família, el futuro y otras cosas más de las cuales no sé como olvidar. La vida es una página de surpresas algunas vezes dispensables (no debe de ser así la palavra, pero no tengo ganas de procurala ahora, y, se la procuro, tengo que encontrar otras más - hoy es domingo, no me gustaria procurar nada hasta mañana). Además, me gustaria hoy que mi vida fuera tan sencilla quanto la de mi perro, cuyas preocupaciones están resumidas a la comida, la água y los juegos. El pobrezito se encuentra ahora un poco entristecido por no tener con quien jugar, pero mañana ya no tendrá tristezas y su vida puede seguir adelante siempre feliz como debería ser la vida de todos los mortales.

Es preciso libertarse de los otros para ser feliz, pero también necesitamos de ellos para que nuestra felicidad sea completa. Quién podrá comprender tal paradoxo? Ni escribindo en otra lengua es posible tal comprensión. Si? Quizás en chino?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Queria falar um pouco da Mafalda, e publicar uma tirinha, sabe, mas hoje o blogger não tá colaborando. Devia ser brasileiro esse negócio - um dia a página abre toda bagunçada, no outro abre certinha só que com metade das funcionalidades, e no outro nem abre. Céus...

Enfim, estou lendo essa menina, criada em 1964 (caramba, é mais velha que eu!)mas sempre engraçada. Fora que a crítica que ela faz à sociedade, infelizmente, ainda faz sentido. Ah, claro: ahora estoy leyendo en español. A ver si mejoro mis pocos conocimientos del idioma.

Bueno, ya estamos en jueves, mañana termina la semana y todo ocurrió muy bien hasta aqui. Adelante!

terça-feira, 13 de maio de 2008

"Pinta, pega na tinta, pinta uma pinta
Troca um pé de sapato e anda pra trás
Cata estrelas no céu
Junta, faz um colar
e toca a orelha com o polegar..."

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Pela Raiz

You have to cut it
Deep inside
Até o ultimo resquício de raiz
Porque então não sobrará mais nada
Só aquele vazio imenso e a sensação de incompletude
Cut it now
E, como um zumbi, você viverá em paz.

terça-feira, 6 de maio de 2008

O que é a pressa associada à falta de leitura. Esses dias alguém aqui da empresa enviou um e-mail para todo um grupo pedindo uma informação - que devia ser retornada só para ele. 95% das pessoas que recebeu o e-mail respondeu para todo o grupo, que é constituído assim de umas 200 pessoas, em média (se não mais). Resultado: caixa cheia de e-mail inútil o resto do dia. E pior: claro que teve gente muito indignada com a falta de atenção dos colegas, e essa gente começou a mandar e-mail pro resto da turma pedindo pelamordedeusparemcomisso! A coisa se multiplicou, a turma dos indignados toda resolveu se manifestar (exceto eu, que fiquei me coçando para não clicar no "responder a todos") e mais uma torrente de e-mails invadiu a caixa postal... Incrível, impressionante! Como é que desaprendemos tão rápido a ler e interpretar textos? Ou a prestar atenção, só um pouco? Ou a pensar que o mundo não gira ao redor do nosso umbigo? Te contar, isso é gente letrada, com faculdade e até mais. Imagina o coitadinho que não passou do ensino fundamental...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Porque está chovendo e frio e eu não gosto do inverno, porque o meu egocentrismo permite – ou exige – porque a solidão faz isso com a gente, porque começar com porque é meio repetitivo e não tenho nada para escrever mas quero falar do último filme do Rambo que é muito, muito ruim, e também quero falar da felicidade simples do jogo fácil, do cobertor macio e de alguma ausência ou buraco no peito que pulsa não sei porque, que os mais corporativos chamariam de “gap” mas estou farta de ser corporativa, para tornar a procrastinação útil de alguma forma, maior do que a de ter o privilégio de usar palavras difíceis como procrastinação e sempre quis escrever um parágrafo assim, sem ponto final, como faz Gabriel García Marquez em seus livros completos, complexos e maravilhosos e acho que sim, consegui, mesmo que não seja perfeito, preencher esse espaço com as palavras contidas que precisava dizer de qualquer maneira tomara que amanhã faça sol.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

"La poesía no quiere adeptos, quiere amantes." Federico García Lorca

"Ser inmortal es baladí; menos el hombre, todas las criaturas lo son, pues ignoran la muerte; lo divino, lo terrible, lo incomprensible, es saberse mortal." Jorge Luis Borges

Tiradas del wikiquote - versión española - http://es.wikiquote.org

domingo, 27 de abril de 2008

O que você faz numa tarde de domingo em que o Palmeiras está participando de uma final de campeonato? Vai pra internet, claro. Afinal, não há a menor chance do maridão sair com você, namorar ou liberar a televisão. Claro, tem sempre a opção do livro. Mas ando meio preguiçosa ultimamente. Mania de urgência, e livros não combinam com isso. Tem o cachorro também. Porém, por uma questão de condicionamento, ele dorme o dia todo e só quer brincar à noite. Daí decidi escrever, pra variar um pouco. Acontece que o assunto central da vida ultimamente tem sido o cachorro. Pudera: pequeno, fofinho, brincalhão, uma graça! Jamais imaginei me apegar assim a um peludinho desses. Agora, educar o bichinho tem sido um desafio. O lance do xixi e cocô no lugar certo, hmmm, demora... E andar de carro então? Caramba! A vantagem é que ele tem se mostrado altamente sociável, e isso vale todo o esforço. Achei até um site interessante para donos de primeira viagem: www.vidadecao.com.br, bem interessante. Fico por aqui - a ansiedade em fazer todo o resto de coisas que deixei para o domingo também ajuda a vencer a imaginação (uma pena).

quinta-feira, 17 de abril de 2008

"Essa canção não é mais que uma canção, quem dera fosse uma declaração de amor...". Cantando hoje lembrei do tempo em que, talvez pela primeira vez na vida, ouvi de verdade uma canção. Acontece que, como muitos adolescentes, tentei aprender a tocar violão quando tinha meus 14, 15 anos. Digo tentei porque nunca consegui fazer isso muito bem e hoje já posso dizer que não sei mais nada mesmo. E, naquela época (dizem que quando usamos esse termo a velhice tá começando a bater na porta), a professora insistia que devíamos saber um mínimo de canto para poder tocar direito. O mínimo que ela falava era cantar na mesma tonalidade da música, o que é ultra, tri, mega básico. Mas eu nunca tinha reparado. E foi então que passei a ouvir música. De verdade. Depois que a gente inicia esse processo, o ato de cantar transforma-se num verdadeiro mergulho: a alma entra na música, mistura-se a ela e, por alguns minutos, a realidade deixa de existir.*

A título de curiosidade, diz a lenda que a música em português é uma versão de Chico Buarque para o original, composto por Pablo Milanez. O músico, cubano, criou a letra como uma homenagem a seu país (Iolanda é o codinome para Cuba, que não podia ser citada na época em países como o Brasil). Bom, informações googlenianas, é sempre bom verificar.

*Nesse processo de ouvir, deixo claro que ainda estou evoluindo. E quem não está?

domingo, 6 de abril de 2008

Queriam que se chamasse Gizmo, por causa da cara de futuro gremlin do bicho. Mas Gizmo não é nome que se dê a um ser vivo, faz favor. Não no Brasil. Eu chamaria de John. Sempre quis um cão chamado John. E yorkshire é raça inglesa, tem tudo a ver com John. Mas isso aqui é uma democracia e o nome também não foi aprovado pela maioria (50% + 1). Então, ficou Teco mesmo. Um Teco de cachorro. É, fui finalmente vencida pela insistência do maridão e ganhei uma bolinha de pêlo ambulante. Melhor: uma maquininha de fazer xixi no lugar errado. Mas absolutamente fofa e encantadora.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Meu nome é Débora. Sem h, com acento no e. Escrito da forma mais simples e óbvia que o português (o idioma, não o atendente do cartório) permitiu. Não tem absolutamente nada a ver com Mônica. E certamente não é igual a Denise, Andréia, Daniela ou Déia. Apesar disso, 70% das pessoas que conheço me chama por esses nomes na hora da pressa. Ou pior, nas conversas tranqüilas do dia-a-dia.

Débora. Há tempos que fiz as pazes com esse nome (quando era criança ficava me perguntando por que cargas d’água meus pais não me chamaram de Sandra, Elisangela, Ana ou qualquer nome que na época me parecia mais bonito). Aliás, acho que ele tem tudo a ver comigo – é a minha cara. Não sirvo para ter outra assinatura. Minha alma também é Débora.

Daí vem o dilema: minha auto-imagem é distorcida, ou a imagem que passo aos outros não corresponde à realidade? E afinal o que você tem a ver com isso?

O problema dos blogs é que invariavelmente eles nos lembram um divã...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ia falar de paciência. E da minha absoluta falta dela nesses dias. Mas aí vem o maridão e diz pra olhar o horóscopo. (Re)olhei. Não foi muito animador. Prevê trabalho, trabalho e mais trabalho nesse ano de "consolidação". Será que 2009 será o ano das férias? Não dá pra confiar em horóscopo, né. Ainda vou escrever o "livro das reclamações e respostas irônicas - um guia para usar no trabalho quando o chefe não está olhando". Quem sabe expurgo esse fel pessimista do sangue. Ao menos esperança não me falta.
Besos, improváveis leitores, sonhem com carneirinhos meigos e brancos.

terça-feira, 25 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Burn this house
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you
But the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly…
Woman so weary
Spread your unbroken wings
Fly free as the swallow sings
Come to the fireworks
See the dark lady smile
She burns…
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly…
Burn this night
Black and blue
So cold in the morning
So cold without you
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly
Y la noche que se incendia,
Y la cama que se eleva,
A volar…
And of the dark days
Painted in dark gray hues
They fade with the dream of you
Wrapped in red velvet
Dancing the night away
I burn…
Midnight blue
Spread those wings
Fly free with the swallows
Fly one with the wind
Y ella es flama que se eleva,
Y es un pájaro a volar
Y es un pájaro a volar
En la noche que se incendia,
El infierno es este cielo
Estrella de oscuridad
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she ’s free to fly
Just a spark in the sky
Painting heaven and hell
Much brighter
Burn this house
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you

(Burn It Blue - Caetano Veloso)

terça-feira, 18 de março de 2008

Inspirada pela revista TPM, publico o NÃO POST DO DIA.
Hoje não vou escrever sobre minhas perdas. Minhas decepções. Meus estresses cotidianos. Nem sobre as escolhas difíceis e as situações sem escolha. Não vou postar aqui aquilo que não merece ser lido, nem escrito. Esse Não Post é só uma lembrança, para mim ou para quem quer que seja, que os momentos felizes valem mais a pena registrar.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Ninguém mais flerta. Todo mundo fica. Pegar na mão já não faz o rosto ficar corado e nem dá aquela sensação de que o mundo começou a girar mais intensamente. Beijar então, nem se fala. Perdeu o gosto de felicidade – virou lugar comum. Ganhamos liberdade, mas perdemos poesia. E lá vou eu de novo em minhas eternas repetições...

quarta-feira, 5 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

Contrariando a previsão do tempo, o fim de semana foi de muito sol e calor. Bom pra aprender a confiar na intuição - e na minha sombrinha branca.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Há algum tempo – 10 anos? Tentei escrever um texto sobre a diferença entre homens e mulheres. Algo contra a sociedade machista, mas que mostrasse algumas sutis distinções entre os sexos. O texto ficou óbvio e pobre. E, sem experiência – embora achasse que tinha muita – não pude corrigi-lo. Hoje tiro duas conclusões daquilo: a primeira é que o nível de humildade no sangue aumenta com a idade. Depois dos trinta, principalmente (em poucos meses o ego é reduzido ao tamanho equivalente de uma ervilha). A segunda conclusão é que as pessoas são infinitamente mais complexas do que seus hormônios permitem. A divisão homem / mulher é simplista demais.

Queria dizer que nós, frágeis representantes do sexo feminino, somos mais dóceis e compreensivas. Mais sensíveis a sujeira, mais capazes de realizar múltiplas tarefas simultaneamente, mais fãs enlouquecidas de chocolate. E que eles, senhores dos músculos e da força bruta, tendem a focar sua atenção em uma coisa de cada vez, não ligam para a toalha de banho molhada em cima da cama ou para a tampa do vaso levantada no banheiro. E tendem a usar a buzina e xingamentos inapropriados numa proporção 10 vezes maior que nós quando ficam atrás de um volante. Mas tudo isso é clichê.

O grande fato – inexplicável pela indústria de massa – é que somos únicos. E, apesar de tudo, complementares. No bom e velho linguajar do interior, cada panela tem sua tampa. E viva a variedade, sô!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Estresse (no Brasil) ou stress (em Portugal) pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais de uma incapacidade de distinguir entre o real e as experiências e expectativas pessoais. Pela definição, stress inclui a resposta de componentes físicos e mentais.
O termo estresse foi publicado pela primeira vez em
1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature. Existem dois tipos de stress: crónico e orgânico.
O stress pode ser causado pela
ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.
Também conhecido como um modelo teórico bio-psicossocial.
E hoje é só segunda-feira...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

"Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma."
(Jorge Drexler - Todo se Transforma)

domingo, 17 de fevereiro de 2008


"...Eu queria ter uma bomba
Um flit* paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê"


*Flit, descobri mês passado, é o nome de um inseticida muito popular no tempo dos meus avós. Mas só associei o nome à coisa esses dias. Quer dizer, associaram pra mim.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"Que não haja descompasso
no vão entre nós.
Mas que haja vão
e haja espaço,
para que haja busca
e possamos
esticar os braços,
pra entrelaçar os dedos."

(Do meu pai, publicado em 91, quando eu ainda achava que esse não era o melhor poema do livro)
Voltando ao tema da “geração registro”, lembro do dia em que, pouco depois de ingressar na vida corporativa, questionei meu gerente sobre o uso excessivo de e-mails na empresa. Eu vinha de um mundo completamente diferente, onde as pessoas conversavam muito e digitavam só o necessário, normalmente contatos com fornecedores e clientes. Indignava-me ver pessoas que sentavam lado a lado trocarem e-mails para discutir coisas simples. Hoje, alguns anos depois, sinto que estou mergulhada numa avalanche diária de e-mails, e volta e meia me pego enviando um para colegas que estão a menos de meio metro da minha mesa. É realmente difícil renunciar à segurança dos documentos gravados.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008


Minha avó sempre disse que eu devia aprender a dançar. E casar com um homem que gostasse de dançar. Esse último item era muito importante. Ela passou a maior parte da vida lamentando por ter casado com um homem que não dançava. E ela adorava bailar. Então, ontem, em parte cumprindo os planos da minha avó para mim, em parte porque sempre fui desajeitada e por fim porque poderia ser divertido, fui à minha primeira aula de dança de salão. O nome cheira a mofo, coisa de velho, não? Talvez eu esteja mesmo ficando velha. Mas uma velha que saberá dançar! Menos mal. Quando tiver filhos e eles casarem - se ainda existir casamento até lá - já poderei dançar a valsa com tranqüilidade.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Em tempos de internet, a palavra, discretamente, perde seu poder. Já não valem mais os acordos feitos “no fio do bigode”. Se você não puder provar o que lhe disseram, é como se nada tivesse acontecido. Assim seguem nas empresas as ordens superiores, os avisos, alertas, tarefas a cumprir: se não há um e-mail onde se relata por escrito o que foi dito, então, nada foi dito. Lavam-se as mãos, transferem-se as responsabilidades.

Tudo tem que ser provado ou perde a validade. O que se diz não tem mais valor. É a perda gradativa da dignidade humana. Que mundo nos espera nessas gerações que não conhecem a vida sem registros? Fotos, filmes, documentos – tudo digitalizado e guardado para provar o que quer que seja num futuro provável. Que humanidade é essa tão mutante, tão difícil de prever, que ocupará a Terra dentro de poucos anos?
"Metaforicamente falando, melancolia é isso, frieza e secura, enquanto a alegria é úmida e quente..." (trecho de Saturno nos Trópicos, de Moacyr Scliar)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Indiferença



Sentada na beira do cais
Onda após onda
A outra face
Onde está que não aparece?
Melhor que não houvesse sido
Tão completa
Tão sua
A metade que não existe

Foi-se embora para o horizonte
Longe, muito longe
Em outro porto permanece
Distante e indiferente
À espera da outra parte
Sentada na beira do cais

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Após uns bons dias de céu, sol, sal e mar, que não tem som de "s" mas não importa, volto à velha rotina de olhar para um horizonte cinza que deixa gotas na janela. Êta cidadezinha mais chuvosa! Mas tudo bem (suspiro). O importante é ter saúde...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

As nuvens deram uma trégua - quase volto a acreditar que o céu é azul. Ainda falando da tal da música, visitei um site ontem do Jorge Drexler muito bem feito. Para quem não lembra, ele fez a música Al Otro Lado del Río, trilha do filme Diários de Motocicleta. A música, se não me falha a memória, ganhou um Oscar esses dias. Voltando a falar do site, o sistema de navegação sai do convencional, e todo o layout é diferente, arte mesmo, em todos os sentidos. É possível conhecer um pouco das músicas do cantor e aliviar os ouvidos desses funk/pagode/modinhas que parecem ser os únicos ritmos que as rádios brasileiras conhecem. Vai lá: www.jorgedrexler.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Passar um tempo sozinha tem suas vantagens. Dormir ouvindo música ao invés de televisão (e ocupar a cama inteira)... comer pimentão, alho e cebola verde... escrever sem interrupções... ler ouvindo música... ouvir o meu tipo de música (adoro música)... Acho que agüentaria uma semana assim. Depois ficaria carente e começaria a bater papos cabeça com o Bob (meu hipopótamo de pelúcia). Ele já está acostumado com conversas sem sentido, mas sua seriedade não agüentaria minhas suposições filosóficas.

Falando de música (?), um trechinho da letra de "Oxalá" do Madredeus (ouça quando puder):

Oxalá, o tempo passe, hora a hora,
Oxalá, que ninguém se vá embora,
Oxalá, se aproxime o Carnaval,
Oxalá, tudo corra, menos mal
NUNCA MAIS VAI PARAR DE CHOVER?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Yo sueño que estoy aquí,
destas prisiones cargado;
y soñé que en otro estado
más lisonjero me vi.
¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño;
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son.

(Pedro Calderon de la Barca)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Don't worry about a thing,

'Cause every little thing
is gonna be all right.

Sayin',don't worry about a thing
'Cause every little thing
is gonna be all right.

Rise up this morning
Smile with the rising sun
Three little birds
It's by my doortep
Singin' sweet songs
of melodies pure and true
Sayin',"This is my message to you",uh,uh

Sayin' don't worry about a thing
'Cause every little thing
is gonna be all right.

Sayin' don't worry about a thing
'Cause every little thing
is gonna be all right

Rise up this morning
Smile with the rising sun
Three little birds
It's by my doorstep
Singin' sweet songs
Of melodies pure and true
Sayin', "This is my message to you" uh, uh

Singin' don't worry about a thing,
worry about a thing, oh!
Every little thing is gonna be all right.
Don't worry!
Singin' don't worry about a thing"
I won't worry!
'Cause every little is thing gonna be all right.

Singin' don't worry about a thing,
'Cause every little thing is gonna be all right
I won't worry!
Singin'don't worry about a thing,
'Cause every little thing is gonna be all right.
Singin' don't worry about a thing, oh no!
'Cause every little thing is gonna be all right!

(Three Little Birds - Bob Marley)

Milho e Ervilha

Por alguma razão que desconheço essa mistura um dia tornou-se sinônimo de comida boa. Milho e ervilha. Vai fazer um risoto, um molho, recheio de pastel, empadão, salada de domingo? Tasca milho e ervilha dentro. Em conserva - aqueles de latinha mesmo.

Pessoalmente, acho isso uma afronta ao paladar. Uma bomba gastronômica que estraga o sabor de todo o resto. Um pedaço de junk food nas refeições caseiras que um dia tiveram sabor de lar doce lar.

Deixo aqui meu protesto formal contra essa combinação, que insistirei em não acrescentar às minhas receitas a menos que uma razão muito lógica me obrigue a isso. E tenho dito.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Já assistiu a "Eu sou a Lenda"? Não dá uma sensação de déjà vu (tipo "já vi esse filme antes em algum lugar...")?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Poeminha do tempo que não passa



Não sei
Devia cantar, gritar, chorar
Rir ou rimar
Tudo que mora em mim
Devia quebrar essa casca
Da seriedade que me cerca
E ir além

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Como 85% da população brasileira, tenho o hábito de, todo início de ano, ler as previsões astrológicas para o meu signo. Saber se esse ano finalmente farei aquela viagem dos sonhos, comprarei uma casa maravilhosa ou ganharei na loteria quando enfim decidir jogar. Coisinhas básicas. É claro que, como 92,33% dos 85% da população brasileira com esse hábito, eu também não acredito nessa coisa de horóscopo. Nem um pouquinho. Faço isso pela ciência.

É, a ciência. Estou estudando a relação entre o campo magnético dos planetas e sua influência na velocidade das moléculas da água presentes no cérebro humano. E nas roletas da loteria. Tudo muito científico.

Então, já que você não acreditou em nada do que leu até aqui, vamos alterar o rumo dessa prosa. Mas só um pouco. É que esse ano decidi postar nesse blog meu horóscopo anual. Só para poder exercitar meu ceticismo. E deixar aflorar umas crendices escondidas a sete chaves por um centauro que teima em manter os pés no chão...

Sou de sagitário:

O seu potencial de trabalho, realização e satisfação parece ter sido subestimado até agora. Faz tempo você deixou de desejar um crescimento muito grande (nada a ver), daqueles que exigem esforço extra e suor de sua parte (com a parte do suor até que dá para concordar). O ano começa e você sente uma inquietude que fará rever esses posicionamentos, impulsionando-o/a a buscar mais objetivos, que o/a façam ir mais longe. Depois de maio, propostas chegarão até você com mais facilidade, (opa) e aí poderá dar uma guinada definitiva em sua vida.

Relacionamentos com amigos e família estarão em alta, e o único período que poderá representar algum problema é durante agosto e setembro (bão, agosto é sempre meio crítico).

Quanto mais você for capaz de restringir a sua ânsia de autonomia e liberdade em prol do esforço, da concentração e do apego às responsabilidades, mais será bem sucedido (hmmm). Você teve inúmeras oportunidades de expansão em várias áreas da vida em 2007, e agora é hora de concretizar todos estes avanços (???). A palavra de ordem é “consolidação”. Se você tem o Ascendente em Sagitário o ano tenderá a ser muito benéfico em termos financeiros, mas não se empolgue e poupe parte do que ganhar (se meu ascendente é capricórnio, isso significa que não terei ganhos financeiros esse ano??) .

Pode ser que você ache que em 2008 as pessoas estarão cobrando demais e controlando os seus passos. Você tem dado segurança ao parceiro e se dedicado suficientemente à relação? Busque passar mais o tempo livre com quem você ama e seja mais atencioso (o maridão vai adorar essa).

Repararam que tem mais conselho aí que previsão? Pode ser uma forma de se esquivar de prováveis acusações de charlatanice. A outra é dizer que “você não soube interpretar as palavras”. E tem uma terceira, que pode afirmar que nada do que tá escrito aí em cima aconteceu porque o signo ascendente aliado ao posicionamento da lua no dia do seu nascimento requer que você associe mais uns dois horóscopos ao do seu signo. Enfim, pura enrolação. Mas, por via das dúvidas, vou me preparar para as propostas que chegarão em maio...
Ouvido num elevador: "a vantagem de estar chovendo é que a gente não perde um dia bonito trabalhando." É isso aí - sempre veja o lado positivo das coisas. :)))

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

"... e nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando, as visões se clareando, até que um dia acordei..." (Disparada)

Pra mudar de assunto, porque essa história de ano novo já ficou no passado, achei um site muito interessante hoje: www.confluence.org O site é de um projeto que tem como objetivo tirar fotos de todos os pontos no mundo onde se cruzam as linhas de latitude e longitude no mapa. Ao menos foi isso que meu inglês precário me deixou entender.

Já na entrada do site o visitante pode ver as últimas fotos tiradas e conhecer umas paisagens do Marrocos, Rússia, Papua Nova Guiné e outros lugarzinhos mais inusitados. Perfeito para os curiosos de plantão que, como yo, adoram novidades. Ah, além das fotos, é possível ler a história das jornadas até esses locais.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Sobre o ano que terminou em janeiro



De alma lavada e pés no chão
Encerro meu “ano gerencial”
Deixo feridas abertas
(sempre ficam algumas)
Idéias incompletas
E sonhos que ficaram apenas nisso
Para inaugurar os planos a perder de vista
Além daqueles das sete ondas
Onde mergulharei até dezembro dançar ante meus olhos

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A 14ª Cachoeira (ao vivo é ainda melhor)

Fazendo uma pausa para tomar um ar e, antes que esse furacão do mês de janeiro me faça esquecer, deixo registrada a sensação maravilhosa de 2 horas de subida para ver uma cachoeira ainda mais maravilhosa que a minha sensação.

Fica a indicação do passeio: Rota das Cachoeiras - Corupá. Subida simples, mas cansa um pouco se você estiver fora de forma. Use tênis confortáveis, leve água (tem no caminho e, em teoria, é limpa, mas o seguro morreu de velho...) e máquina fotográfica.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ainda da série Resoluções de Ano Novo

1. Viajar. Sempre.
2. Ver todos os filmes que puder, sem esquecer da vida.
3. Quebrar velhos paradigmas.
4. Ter uma cozinha com muito espaço, para cozinhar e conversar.
5. Realizar os projetos que pararam por algum motivo.
6. Aprender a ter paciência.
7. Compreender o diferente.
8. Ler, ler, ler.
9. Cantar. E cantar, e cantar, “sem ter a vergonha de ser feliz”.
10. Ser feliz até debaixo das tempestades.
11. Fazer novas resoluções de ano novo.