domingo, 14 de setembro de 2008

Volver, volver, volver...

Turistas, “axá”!!! Essa deve ter sido a primeira coisa que ouvi de um portenho(a) ao pisar em Buenos Aires. Mas não assim, dito com delicadeza, amabilidade, sabe? Foi quase um tapa na cara mesmo. Péssima primeira impressão. E olha que eu estava disposta a não acreditar no estereótipo do portenho grosso.

Mas, tirando as picuinhas, vamos à descrição dos fatos. Os bons e argentinos fatos. Maravilha tirar uma semana de férias e fazer uma imersão numa cultura tão diferente. Até o frio é outro por lá. Abaixo, um resumo da semana (e um pequeno guia para quem pretende aproveitar a relação real x peso para curtir uns dias internacionais).

Beco Diagonal

Seria um filme do Harry Potter? Beco estranho, corredor esquisito... e um hotel centenário. Não, era só a entrada do quarto no Castelar Hotel. Mas bem poderia ser o Beco Diagonal saído da imaginação da J. K. Rowling. Agora já sei onde ela buscou inspiração.


Abro a porta e: tchan! Assustada não ficava sua avó. Era a casa da bisa. A total e completa casa da bisa. Depois da porta feita tão alta num tempo de pessoas baixinhas, um quarto com papel de parede descascando, armário de madeira maciça, banheira daquelas que você encontrava na casa da sua avó e cortinas, bem, cortinas que combinavam com a colcha, como as da casa da avó da sua avó, começamos a repensar esse negócio de reservar hotel pela internet. Mas tudo bem. Férias compensam qualquer coisa.

Da Casa Rosada ao Ateneo

Primeiro dia é aquele do clássico city tour. Mas o único guia que usamos foi o impresso, que Buenos Aires é plano e esse negócio de ficar pagando pra carregarem a gente de um lado para o outro não tá com nada. Puro desperdício de dinheiro. Anote a dica: compre um guia da cidade antes de sair de casa e esqueça esse negócio de pagar pacotes de passeio. Você economiza e fica livre para fazer o próprio horário. E sem medo de não entender os habitantes locais. Já estão tão acostumados com os brasileiros que quase falam português melhor que nós. Ah, a dica vale para qualquer destino.



Buenos Aires é bem antiga. E parece que faz questão de preservar essa “identidade”. Os prédios são grudados um no outro, e o clima europeu reina em meio ao frio e as construções seculares. Ao menos para pouco privilegiados como eu que ainda não puderam conhecer a Europa de perto.

Um negócio legal que fizeram lá foi revitalizar instalações antigas e criar shoppings e outras atrações no lugar. A arquitetura de 1800 e antigamente continua para as futuras gerações, e dentro ninguém precisa comer poeira. O Shopping Abasto (abaixo) é um bom exemplo.


Outro exemplo digno de nota é a livraria O Ateneo. Feita num antigo teatro, é hoje uma das maiores do mundo, e proporciona uma vista singular aos visitantes. Vale muito a pena visitar. E comprar, se quiser se arriscar no espanhol.


Curiosidades

Nunca tinha visto por aqui, mas lá tem aos montes, principalmente em bairros como a Recoleta: passeadores de cachorro. Gente que sai com o seu cãozinho – e mais uns 10 – pra passear. Eles dão umas voltas com os bichos, chegam no parque (aqueles que Joinville não tem...) e soltam. Depois de um tempo recolhem um por um e levam pra casa novamente. Curioso.


Protestos e passeatas são outra coisa que parece enraizada na alma portenha. Segundo dia lá e já vimos uma. Os motoristas de ônibus fecharam duas das principais ruas da cidade com seus autobuses para reclamar do espaço dos táxis nas avenidas. Ou alguma coisa assim. Terceiro dia os motoristas dos ônibus escolares fizeram um negócio parecido. E depois uma ou duas marchas de estudantes, clássicas, coroadas por uma passeata da comunidade colombiana (que já deve ter absorvido a cultura local).




Não perca

O Café Tortoni (150 anos).



O MALBA, o Museo Nacional de Bellas Artes e o Museo de Ciencias Naturales, em La Plata (1h de ônibus, apenas R$ 6,00 por pessoa pela passagem, e saídas de 15 em 15 min. Inacreditável).


O Caminito, em La Boca, pertinho da Bombonera. Mas faça como diz Alfredo, o taxista com milhares de clientes brasileiros: aprecie a vista, tire umas fotos e vá embora. Os preços dos artesanatos são um roubo.



Para ir de um lugar a outro

O metrô é velho, mas funciona muito bem, além de ser barato. Menos de 50 centavos, para nós brasileiros.


O táxi também é muito barato. Abaixo Alfredo, o taxista com um CRM na cabeça, e seus telefones, se quiser agendar os passeios com ele e praticar o espanhol – tem muita história para contar.


(54) 15 5593 6756
(54) 15 3549 2030
(54) 4220 55 83

4 comentários:

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what happened to the other one?

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Anônimo disse...

Hola Debora. Sim Buenos Aires é muito bonita. Tem um clima europeu incrível e as pessoas andam muito bem vestidas. Você repara nas estudantes com vestidos e meias 3/4, os velhos sentados na praça conversando (como em Balneário Camboriú).
Você pára nas cafeterias, pede um machiato com media luna, arriscando uma leitura do Clarín. Muy bueno senti lo gusto sudamericano de vivir.