quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lacuna

Na falta de coisa melhor
escrevo para você
leitor atemporal
que me espia quem sabe porquê

Mas não se arme ainda
esqueça o menosprezo que as primeiras palavras levam a crer
Na falta de coisa melhor
mal me descrevo,
mal me faço entender

São assim as idéias que surgem de repente
Inexatas, imprecisas e indelicadas
talvez.

Esqueça as primeiras impressões
Apenas lembre deste final e,
na falta de coisa melhor,
volte sempre.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Terminou o Carnaval

Barro vermelho, chuva, lama, calor. O caos de Ciudad del Este não vence a breve satisfação proporcionada pelo consumo fácil e barato de suas infinitas lojas e barracas espalhadas ao longo das ruas desconexas. Turistas de todos os cantos abrindo caminho dão o acabamento final a esta visão do inferno, pintura expressionista sem começo nem fim, eternamente colorida por artistas anônimos cuja idéia de sucesso consiste em uma casa na praia para os fins de semana e um mês de férias por ano. Vai saber.

O caso é que gosto disso. Não do caos ou da lama, mas da experiência. Assim passei meu carnaval, saindo da rotina e desligando os neurônios dos fúteis problemas do dia a dia, para concentrá-los em outros fúteis problemas, bem menos estressantes. Bom é viajar assim e aproveitar cada segundo da vida. E agora "outra ilusão desaparece quarta-feira. Queira ou não queira, terminou o carnaval.."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

What a surprise

Engraçado ficar tanto tempo sem escrever uma linha que valha a pena e ainda assim ter audiência. Obrigada tuiteiros que me visitaram nos últimos dias - principalmente se tiveram a paciência de voltar. É que escrevo pra mim mesmo - este é um blog egocêntrico, na falta de uma palavra melhor (se souber, publica aí nos comentários, conhecimento nunca é demais). Apesar de intimista, meu ego tem uma quedinha pelas estatísticas de acesso.

sem título

Engraçado ter tanta idéia na cabeça e nada para escrever. Ando num ritmo tuiteiro ultimamente, e as semanas passam como clipes...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Resíduos de "Resíduo"

"De tudo ficou um pouco...". Lembra desse poema de Drummond? Abaixo, um pedacinho de Resíduo e o link para ler todos os versos.

"(...)Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil... (...)"

Para ler completo, clique aqui.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Se é inevitável, relaxa...

As redes sociais chegaram para ficar. Não tem mais volta - e quem ainda acredita que elas são só mais um fenômeno passageiro deveria rever seus conceitos com urgência. Ou digitar “internet no Brasil” no Slide Share e ler algumas das apresentações publicadas sobre o assunto por lá, principalmente as baseadas em pesquisas recentes (se você ainda não levou a sério as redes sociais e nem faz idéia do que é Slide Share, está aí uma ótima oportunidade para ingressar nesse admirável mundo novo).

O fato é que até em países ultraconservadores do Oriente Médio as pessoas usam aplicativos como Orkut, Twitter, Blog ou Facebook, só para citar os mais conhecidos. E nós, brasileiros, só perdemos para os norte americanos em matéria de Internet. Claro, as redes seguem a velha tendência de crescimento (explosão de brasileiros aderindo ao Twitter), auge (o Orkut até 2008) e queda (o Orkut hoje) – mas a queda, se e quando tende a zero, é influenciada pelo surgimento de outra rede social, melhor ou diferente das existentes. O Google, por exemplo, já cria um aplicativo para unir diversas funcionalidades de rede social a e-mail e comunicadores instantâneos – uma “mega rede social” que pode desbancar as que conhecemos hoje. E pode, lembre-se, não tem o mesmo sentido de vai.

Tamanha mudança vem causando rebuliço na cabeça de muitos empresários – principalmente os que dirigem empresas onde o uso do computador é essencial para a atividade produtiva. Afinal, rede social envolve os colaboradores, tirando a atenção do trabalho que precisa ser feito. Verdade? Só para quem ainda não aprendeu a lidar com ela ou tem sérios problemas de concentração. Verdade mesmo – e que deveria ser enxergada por presidentes, diretores, gerentes e coordenadores – é que as redes vão impactar cada vez mais nos negócios das empresas influenciando na imagem de marca, percepção do consumidor (para B2B e B2C), e, claro, VENDAS.

Indicação sempre foi a melhor forma de propaganda que uma empresa poderia ter. No Brasil então, onde relacionamento é parte importante dos negócios, mais ainda. E colaboradores interagindo nas redes sociais são praticamente uma vitrine do que a empresa tem de bom. Ou de mal, se não forem corretamente orientados. Agora, proibir o acesso às redes definitivamente não é solução. Até porque a troca de informações que as redes sociais propiciam é uma excelente fonte de conhecimento para empresas que não querem parar no e com o tempo.

Finalmente, tratando-se de redes sociais, aquele velho ditado é mais conclusivo: “o estupro é inevitável”! Então, se você dirige uma empresa (ou é dirigido por uma que ainda não entendeu “esse tal de Orkut”) deveria simplesmente relaxar e seguir algumas dicas essenciais:

- Oriente colaboradores para que eles entendam o impacto (positivo e negativo) que sua interação em redes sociais como Twitter, Orkut, LinkedIn, Facebook e outras pode causar

- Depois que eles aprenderem bem os conceitos (você vai se surpreender quando descobrir que muitos já estão craques na matéria), libere o acesso às redes

- Ok, pode liberar em horários alternativos se desejar (almoço, 15 minutos de manhã, 15 minutos à tarde..), mas libere

- Comece a elaborar uma estratégia para atuação da empresa nas redes sociais – e divulgue essa estratégia entre os colaboradores. Lembre-se: eles são seus maiores aliados, e vão ajudá-lo a divulgar produtos, serviços, prêmios, boas ações e todas aquelas coisas que as empresas devem contar para todo mundo

- Lembre-se de incorporar a estratégia às atividades de integração de novos funcionários

Gostou da idéia? Então veja um post com mais argumentos ainda: http://gabrielbranding.com.br/branding/porque-seu-colaborador-precisa-utilizar-as-redes-sociais

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Para começar 2010

Já fiz uns dez textos mentais para postar aqui, mas todos ficaram nisso mesmo. Perderam-se na confusão das minhas idéias, nas festas de final de ano, na nova rotina de academia e caminhadas em busca da juventude eterna (depois dos 30 vêm os 40, e, depois dos 40, ou a gente pára de olhar no espelho ou aceita que tudo tem um fim). Tá difícil parar e escrever ultimamente.

O fato é que este foi um início de ano muito incomum: não enviei felicitações aos amigos, não fiz planos, não defini metas. Natal e ano novo passaram meio que num limbo, onde levitei sem raciocinar por alguns dias. A razão disso? Não tem razão, é só a crise dos 32, ou como queira chamar, se é que tudo precisa ter um nome (meu mundo é o das sensações, não consigo nomear objetivamente todos os momentos).

Gostaria de ter alguma obsessão, um vício, sabe? Pintar, correr, colecionar selos – qualquer coisa que proporcionasse metas e um conseqüente sentimento de realização ao alcançá-las. Mas não me encaixo nesse modelo de vida, sou eclética demais. Quero saber de tudo, aprender tudo, entender o mundo. Rotinas tornam a vida simples, o que é uma pena, pois nasci complexa (convexa, avessa, dispersa e amante das palavras – mas não viciada o suficiente).

Enfim, eis aqui um post para começar o ano e confundir os classificadores de blog, que podem lê-lo e pensar que se trata de um diário.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Let it Shine

Adorei a música - ou melhor, pedaço dela - que uma empresa de cosméticos está usando em sua campanha de Natal. Simples e feliz, como todos deveríamos ser. Aqui, a letra completa:

"This little light of mine, I'm going to let it shine
This little light of mine, I'm going to let it shine
This little light of mine, I'm going to let it shine
Every day, every day, every day, every day
Gonna let my little light shine.
On Monday, he gave me the gift of love
On Tuesday, peace came from above
On Wednesday told me to have more faith
On Thursday, gave me a little more grace
On Friday, told me to watch and pray
On Saturday, told me just what to say
On Sunday, gave power divine
Just to let my little light shine. (oh.)
This little light of mine, I'm going to let it shine
This little light of mine, I'm going to let it shine
This little light of mine, I'm going to let it shine
Every day, every day, every day, every day
Gonna let my little light shine.
Now some say you got to run and hide
But we say there's no place to hide
And some say let others decide
But we say let the people decide.
Some say the time's not right
But we say the time's just right
If there's a dark corner in our land
You got to let your little light shine. (oh.)
This little light of mine, I'm going to let it shine
This little light of mine, I'm going to let it shine
This little light of mine, I'm going to let it shine
Every day, every day, every day, every day
Gonna let my little light shine..."
(This Little Light of Mine)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Roteiro

Nasci assim
quadrada, rígida
Cheia de sonhos que me encaixam na vida
como perfeita peça de quebra-cabeças

Mas vejam só que surpresa:
Não faço parte deste script
Neste mundo minha rija presença
Precisa ser moldada
Reinventada, renascida

Ah, Deus
O que faço agora
Se decorei as falas erradas?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sobre a Fé

Posso estar muito errada - e isso só a morte me dirá - mas não consigo acreditar em um Deus punitivo, mau, o Deus do Velho Testamento. Também não acredito no Deus da prosperidade, que quer ver você num carro zero ou com uma casa na praia. Não creio em orações para obter vantagens pessoais relacionadas ao consumo. E, sobretudo, não acredito num Deus barbudo sentado em um trono cercado por anjos de todas as hierarquias.

Queria acreditar. Sério. A vida é mais simples assim. Já dizia minha professora da terceira série: "um dia vocês vão duvidar de tudo isso. Vão saber cada vez mais e, com o conhecimento que adquirirem, vão deixar de acreditar. Lembrem disso, e não percam a fé". Bom, não eram exatamente estas as palavras - até porque faz tanto tempo que fica difícil guardar tudo ao pé da letra - mas o sentido garanto que foi transmitido fielmente.

Deus, se houver reencarnação - na qual também gostaria de acreditar, mas que perde o sentido quando penso que a quantidade de pessoas no mundo só aumenta de um ano para o outro (de onde surgiram essas almas que não estavam aqui antes?) - faça-me nascer com menos senso crítico. Na próxima vinda, se ela existir, "só quero ser feliz e mais nada". É possível?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Coincidências

Hoje procurando por material para complementar um post de outro blog, encontro, também num blog, uma reflexão sobre Paris. Esse meu saudosismo começa a ficar exagerado, mas é um último complemento aos posts abaixo. E, se quer saber, o Brasil tem muito o que aprender em termos de urbanismo com esta cidade. Se quiser ler, o link é http://blogs.elpais.com/juan_cruz/2009/11/par%C3%ADs.html

Um trecho: "Ayer tarde me recordaba mi compañero Antonio Jiménez Barca, el corresponsal de EL PAÍS, lo que había sucedido en la guerra mundial: el general al que Hitler ordenó que volara los puentes de París para vencer a la Resistencia desobedeció al Führer, consideró que tanta belleza no podía quedar bajo la metralla, y salvó de la destrucción una de las bellezas más grandes del mundo." (Juan Cruz - El País)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Paris - Parte IV

Demorou (bastante, confesso) mas vou terminar o relato sobre a viagem a Paris. Não poderia deixar de fora a visita ao Palácio de Versalhes, a Sacre Coer ou o Centre Pompidou.

Eu disse que no dia anterior estava frio? Nada. A visita a Versalhes sim, foi gelada! Saímos do hotel com 1ºC, pensa! Definitivamente, não estava pronta para o outono europeu. Mas tudo vale a pena se a viagem não é pequena.

Anda um pouquinho, pega o metrô, descansa um pouquinho, pega o trem. Adoro o sistema de transporte da França! É rápido, limpo e eficiente. Nada de esperar uma hora para pegar um ônibus cheirando a coxinha e refrigereco de framboesa, rodar por estradas esburacadas e enfrentar engarrafamentos para depois pegar mais uns dois ônibus urbanos ou um táxi caríssimo.

Como todas as grandes obras na França, o Palácio de Versalhes é enorme. E grande também é a fila para comprar o ingresso de entrada (leva meia hora no mínimo para chegar ao guichê). Mas brasileiro, já viu... Logo descobrimos que a fila era só para quem queria comprar ingresso para o tour no palácio principal, coisa que ninguém parecia se dar ao trabalho de investigar– ingressos para a visita completa (incluindo o Grand e o Petit Trianon, além de um áudio guia em idiomas como, pasmem, português – de Portugal, mas inteligível para não-lusitanos) podiam ser comprados em outro guichê, sem filas.

Deixados o frio e a fila para trás, ingressamos no suntuoso Palácio de Versalhes. Uma vez dentro, não é difícil imaginar porque fizeram a Revolução Francesa. Todos os aposentos são ricos em detalhes – banhados a ouro – pinturas e tapetes ornamentados. Até mesmo os tetos contêm pinturas e entalhes. Aqui, o que mais chama a atenção é a Galeria dos Espelhos: de um lado janelas para o belo jardim do castelo, de outro, espelhos na mesma proporção das janelas.

Detalhe interessante: as camas e cadeiras eram pequenas - proporcionais à altura média das pessoas no período (1,50m a 1,60m), enquanto janelas e portas foram desenhadas para gigantes de dois metros. Contradições da época.

Saindo do grande palácio (Le Chateau), fomos passear pelo “jardinzinho” real... Obras modernas (sério) permeavam os canteiros e, abaixo de uma escadaria, podia-se ver um belo chafariz. Assim, olhando de cima, estimamos uns 10 minutos de caminhada e descemos tranquilamente os degraus, apreciando calmamente a paisagem. No meio do caminho, a entrada para um labirinto – mais uma voltinha para ver como é que é. Quase meia hora depois quem disse que chegamos ao chafariz? Anote essa dica (e nunca me contrate para estimar distâncias): lá em cima, ao sair do palácio para o jardim, há um ônibus que você pode pegar para percorrer o trajeto até os outros dois palácios e apreciar a paisagem - sentado. Vale a pena, porque o jardim é simplesmente imenso. Pense nuns 3 ou 4 campos de futebol (não aqueles lá do bairro, um Maracanã mesmo): é essa a distância que percorremos a pé. Se quiser algo mais rápido e personalizado, pode alugar um carrinho – do tipo de campo de golfe, sabe? Também vale a pena. A menos que você esteja muito descansado ou seja maratonista profissional.

Sobre os outros dois palácios, 2 comentários: o Grand Trianon foi construído para que a família real pudesse, ocasionalmente, refugiar-se da corte. Já o Petit Trianon foi feito por um dos reis da França para abrigar sua amante – quando ele queria se livrar dos afazeres reais ela estava ali, pertinho (os homens podiam tudo mesmo naquele tempo). Tempos e redecorações depois, acabou sendo o preferido de Maria Antonieta – a rainha que foi decapitada na Revolução Francesa. Neste último, é possível ver instalações como uma cozinha, que curiosamente servia somente para esquentar as refeições – feitas em outra instalação para evitar ratos e doenças.

Ah, claro: ao longo do trajeto o visitante encontra alguns restaurantes e lanchonetes. Se não estiver com pressa, sente e aproveite a vista. Há inclusive uma Ladureé (confeitaria francesa citada no último post) no caminho entre o Grand e o Petit Trianon.

De tarde, descansar, claro. Que não. Pausa para o almoço e tomamos o trem de volta a Paris. Linhas de metrô adiante, chegamos ao bairro de Montmartre, onde fica o ponto mais alto de Paris e a Sacre Coer, enorme igreja do século XIX construída em pedra de travertino (diz a Wikipédia), o que garante sua cor eternamente branca. Vale a visita à igreja, que realmente é muito bonita, e a vista, claro (mas nesse quesito ainda prefiro a Torre Eiffel). Atrações à parte, este bairro mostra um outro lado de Paris, menos próspero, digamos assim. Mas nada muito diferente do que vemos no Brasil – aliás, bem melhor.

Calma, o dia ainda não terminou. Com um restinho de fôlego e mais um pouco de metrô, chegamos ao Centre Pompidou. Uma espécie de museu de arte moderna cuja arquitetura é, em si, uma atração. O prédio todo foi construído “ao avesso”. Tubulações, fios, encanamentos – toda a estrutura que normalmente é escondida nas paredes, aqui, fica do lado de fora. É quase um alien da arquitetura, ainda mais comparado aos antigos edifícios franceses que o circundam.

Sua estrutura abriga uma biblioteca, restaurante, café, exposições de artistas contemporâneos e modernos, onde se pode encontrar, entre outras raridades, o que é talvez o maior acervo de quadros de Pablo Picasso do mundo.

Após essa maratona cultural fomos, enfim, dormir. O dia seguinte – praticamente o último em Paris, foi preenchido com uma visita às ruínas arqueológicas (mencionadas no Paris Parte I), à Ópera de Paris, a duas FNACs e uma segunda caminhada pela Champs Eliseé. E devo dizer que ficaria lá por bem mais tempo se as finanças permitissem. É isso - se você quer uma viagem inesquecível, coloque Paris no itinerário.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Paris - Parte III


1. Do Arco do Triunfo à Place de la Concorde
Frio, muito frio. Menos de 10º C de temperatura, vento e, para compensar, um sol lindo. Este era o cenário quando saímos do hotel no quarto dia em Paris. Continuando a jornada pelos locais históricos, tomamos o metrô rumo ao Arco do Triunfo.

Construído por Napoleão (ou por ordem dele, como queiram), o Arco é uma homenagem às suas vitórias militares. Novamente, não decepciona nem um pouco. Em seu interior estão escritos os nomes das grandes batalhas ocorridas durante a República e o Império de Napoleão, além de 660 nomes de oficiais que lutaram nelas. Quem desejar pode subir em sua estrutura e novamente ter uma visão de Paris – mas depois da Torre Eiffel, achamos desnecessário. Se quiser anotar para futuras visitações, o preço da subida fica nos clássicos 8 euros por pessoa.

Dali, rumamos pela famosa Champs Eliseé observando as vitrines de marcas famosas (e caríssimas). Uma parada na Ladurée – tradicional confeitaria da cidade conhecida por seus macarrons – justamente para conhecer os tão falados macarrons, que não têm nada a ver com macarrão (apesar do nome) ou com alfajores (apesar do formato).


Esses docinhos merecem um parágrafo à parte. Pense num biscoito extraordinariamente leve, feito de farinha de amêndoas, ovos e açúcar, recheado com glacê de chocolate ou maracujá, ou menta, ou frutas vermelhas, ou café ou o que você puder imaginar. Imaginou? Eles praticamente derretem na boca. De volta ao Brasil, a interiorana aqui descobriu a receita – e creio que alguma confeitaria nessas terras deva produzir os biscoitos também. Mas não podia deixar de registrar a experiência.

2. Pausa para cenas noturnas
Segunda parada, agora no Lido, para comprar ingressos do show à noite – com direito a jantar e champanhe. A refeição é boa, mas não tanto que rende comentários. Agora, o show, vale o preço do ingresso (para quem já foi a Buenos Aires, o preço de um show de tango é uma gorjeta perto desse). São vários musicais – a maioria em francês, claro – num estilo que lembra os filmes da década de 50, mas levemente despudorados. Embora o melhor da noite seja feito por uma dupla que consegue produzir não sei com que efeitos um homem sem cabeça e uma cabeça flutuante no palco.

Ao contrário do que os guias dizem, você consegue entrar no Lido vestindo calça jeans e tênis (vi alguns casais assim), mas as roupas de gala ainda são preferência da maioria.

Ah, claro: quem já leu a respeito deve estar se perguntando por que não fomos ao Moulin Rouge. Simplesmente porque o Lido foi melhor recomendado. Mas o Moulin vai ficar agendado para a próxima viagem (um dia eu volto).

3. De volta à Champs Eliseé
Após a parada no Lido, já no início da tarde, seguimos pela bela Champs Eliseé pegando um caminho de árvores altas e outonais, no mesmo estilo do Jardim de Luxemburgo. No final da avenida, encontramos o Obelisco tirado de alguma tumba egípcia de muitos anos antes de Cristo.


Anda mais um pouquinho e pudemos finalmente visitar com calma o Jardim das Tulherias, em frente ao Museu do Louvre. Na entrada, há uma réplica do Arco do Triunfo em miniatura. Novamente, um espaço tranqüilo e belo, para sentar e relaxar apreciando o misto de moderno e clássico que caracterizam a entrada do Louvre.


(Pausa para um causo: depois de tanto andar, precisamos – adivinha – de um banheiro. Pensa que é fácil achar banheiro em Paris? As tais cabines públicas estão escondidas que nem o Wally e, quando você acha uma, não está funcionando. Rumamos ao Carrossel do Louvre – galeria de lojas no subsolo do museu. Galeria tem que ter banheiro, e gratuito, certo? Só se for no Brasil... depois de muito procurar achei um feminino – pago e não muito limpo. Mas o masculino estava fechado e o maridão teve que apelar para uma “boutique banheiro”. É isso mesmo: serviço especializado de banheiro, com direito a papel higiênico personalizado e tudo. Dois euros e cinqüenta a “suíte máster” e um e cinqüenta o simplesinho. É mole?)

Terminamos o dia com uma caminhada pela Rua Rivoli, que reúne algumas das lojas mais elegantes de Paris –e alguns “camelôs parisienses” no caminho, para turistas menos afortunados como esta que vos escreve.

Mas a viagem não termina aqui. Mais um tempinho e posto os comentários sobre os últimos passeios. Bom e ensolarado final de semana!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Paris - Parte II

1. Uma ilha quase imperceptível
Terceiro dia em Paris – de visitas, oficialmente o segundo. Rumamos à Ile de la Citè, no meio do Sena, onde os primeiros habitantes da cidade começaram a construí-la. Não dá para perceber que é uma ilha, a menos que você olhe de cima.

Atravessando a Pont Neuf (Ponte Nova) encontramos construções históricas de Paris, como a Notre Dame, o Palácio de Justiça e a Saint Chapelle, além de uma cripta arqueológica (sob o pátio da Catedral de Notre Dame) com os restos de construções que datam da ocupação romana e período medieval.

A Catedral de Notre Dame é uma das mais antigas da França, e sua construção durou pouco mais de 100 anos – isso, somado a eventos como a Revolução Francesa, fez com que sua estrutura reunisse estilos arquitetônicos diversos, com predominância (suponho eu) do gótico. Sua construção iniciou em 1163 e terminou em 1267, diz a Wikipédia.


Tão antiga quanto, a Saint Chapelle foi construída para abrigar a suposta coroa de espinhos de Jesus. Seus lindos vitrais contam a história de livros da Bíblia, e estão passando por um período de restauração. Porém a maioria pode ser apreciada pelos visitantes. Já aviso: como esta igreja fica junto ao Palácio de Justiça, todos são revistados ao entrar, o que gera uma longa fila de espera (prepare-se para ficar uns 30 minutos em pé, pelo menos).

Para o orçamento: o ingresso na Notre Dame é livre e não há controle de entradas e saídas – apenas, como na maioria dos locais históricos, não se pode tirar fotos com flash. Na Saint Chapelle paga-se 8 euros pela visita e na cripta arqueológica, se bem me lembro, o valor da entrada é de 4 euros.



2. Anda um pouquinho, descansa um pouquinho
Como dizem os guias, Paris é uma cidade para ser percorrida a pé ou de metrô. Ficamos com a primeira opção por mais uns quilômetros, passando pelo Parthenon e visitando o belo Jardim de Luxemburgo. Aqui temos que agradecer aos céus pelo outono europeu.


Imensas árvores com suas folhas em tons laranja moldam esse Jardim repleto de cadeiras para visitantes cansados ou em busca de um pouco de paz. E o que é melhor: nada de lixo pelo chão (adoro a educação européia). Vale uma parada para apreciar a vista.


Há poucas quadras do Jardim encontramos a Igreja de Saint-Sulpice – novamente, os fãs do Código da Vinci sabem do que estou falando. Não pudemos deixar de entrar para dar uma conferida na linha rosa, mas sem tentar quebrar o chão ou incomodar os padres, claro.

Ainda sem almoço e com as baterias a perigo, pegamos o metrô rumo à Torre Eiffel. Dizem que essa área é mais suspeita e deve-se tomar cuidado com os pickpockets (batedores de carteira) - mas brasileiro que se preze tira de letra.

Surpresa! A Torre é, sim, tão grande quanto falam. Maior ainda, eu diria. E parece que o mundo inteiro quer conhecê-la. Esperamos uma hora na fila para pegar o elevador até o topo, enquanto ouvíamos conversas em espanhol, alemão, japonês (ou coreano, chinês, sei lá), inglês, francês e por aí vai. Existe uma opção mais barata e rápida, porém menos confortável para quem andou a manhã inteira: subir pelas escadas até o 2º andar. A fila para os ingressos é pequeninha, mas não se engane: há bem mais que dois lances de escadas para chegar lá.


Para quem tem medo de altura, o terceiro andar e o último são cheios de grades – mesmo se quisesse, você teria muito trabalho para cair de lá. A vista é linda, dá para ver a cidade toda e no teto no último andar você encontra as distâncias da Torre para cada país do mundo, na direção em que o país está. E, se quiser comemorar a visita, há ainda uma banquinha vendendo champanhe. Chiquérrimo!

Para o orçamento: são 13 euros por pessoa para ir até o último andar, e 8 para ir até o terceiro. Para subir de escada fica por 4 euros (ou algo em torno disso).

Final da Parte II. Aguarde os próximos posts, que ainda tem muita história pra contar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Paris - Parte I

Acabo de voltar da primeira visita ao velho mundo e não posso deixar de compartilhar a experiência - pra lá de maravilhosa. Prováveis leitores, este post e os próximos trarão uma leve impressão sobre Paris, atrações, lugares inesquecíveis e comidas deliciosas.

Claro que este relato não chega aos pés de uma visita real, então, se ficou com vontade de conhecer a cidade, comece a planejar a viagem (não é tão caro quanto parece nem tão impossível quanto se pensa). Se já conheceu, compartilhe suas impressões deixando comentários. Boa leitura!

1. Começando do início
Eu provavelmente já devo ter dito isso mais de uma centena de vezes: a menos que você tenha dinheiro sobrando e não queira correr nenhum risco (ínfimo, insignificante risco) esqueça as agências de turismo. É muito mais barato viajar por conta. Como era nossa (maridão e eu) primeira viajem para além mar, pesquisamos primeiro nas agências pensando em optar pelo serviço.

Mas aí, pesquisa daqui, faz a conta de lá, compramos um guia (o da foto aí embaixo), reservamos hotel e passagens por conta. Resultado final? Nosso custo, somando avião, hotel, transporte na cidade e alimentação saiu pelo preço de um pacote só com avião e hotel. E olha que nos demos ao luxo de duas ou três refeições mais elaboradas em Paris – quem já foi sabe que comida lá tem um preço bem salgado.
Além do custo, viajar por conta tem outra vantagem: independência. Você não fica obrigado a permanecer horas em um local que não gostou só porque faz parte da programação e pode andar por lugares que não constam no menu das agências, misturando-se aos nativos e conhecendo muito melhor a cultura local. Eu, pessoalmente, adoro isso.

Outra coisa que ajuda muito é vasculhar sites e blogs sobre a cidade. Pegamos boas dicas de turistas e brasileiros residentes em Paris. O Conexão Paris (www.conexaoparis.com.br) tem ótimas dicas de restaurantes, transportes, clima e atrações turísticas em geral. A rede social www.dopplr.com reúne viajantes do mundo todo que compartilham informações preciosas sobre Paris e outras cidades do mundo.

Fim do início. Vamos ao começo da viagem propriamente dita.

2. Um dia cinza. Será?
Primeiro dia em Paris (descontando a chegada, pois era de tarde, eu estava para lá de cansada e só rendeu umas voltas pelas redondezas do hotel) amanhece nublado e frio - acreditem quando falam que o outono de lá é diferente do outono de cá. Parece o nosso inverno – o que fazer?

Visitar os excelentes museus de Paris, claro! Sou suspeita, pois adoro história e arte, mas visitar os museus de Paris é um ótimo programa. Começamos pelo Louvre.

Um imenso museu reunindo coleções de povos antiqüíssimos como fenícios, egípcios, gregos e romanos, só para citar os principais. Além de um acervo de pinturas francesas e italianas dos últimos séculos retratando cenas da idade média, renascimento e por aí vai.


Como entramos cedo (anote essa dica: depois das 9h30 as filas na entrada são imensas – se quer ver os pontos altos do museu com calma, o melhor é chegar cedo) fomos direto à Mona Lisa. O quadro é famoso pela técnica como foi pintado – inovadora para a época. De qualquer lado que você olhe para La Joconda (como os franceses a chamam) terá a sensação de que ela está olhando para você. Exceto o lado de trás – elementar, caro Watson.


Outras atrações visitadíssimas no Louvre são o Código de Hamurabi – primeiro código de leis conhecido no mundo, a Vênus de Milo (sinceramente, não vejo grande coisa nessa última) e as ruínas do Louvre medieval, no subsolo.

Para os fãs do Código Da Vinci (o livro/filme), lá está também todo o cenário onde se desenrolam os primeiros acontecimentos da trama: a pirâmide invertida, os quadros de Da Vinci e a imensidão dos corredores onde figuram relíquias de todos os cantos do mundo.

Enfim, o Louvre é imenso – dá para passar uma semana visitando as exposições. Do meu ponto de vista latino americano, não encontro um comparativo à altura.


Para o orçamento: a entrada custa 8 euros por pessoa, mas menores de 18 anos não pagam (essa última regra vale em vários pontos turísticos de Paris, um alívio para famílias que viajam unidas).

Após almoçar um baguete e uma coca-cola (o preço da comida lá é algo sem noção para nós brasileiros – a gente acaba fazendo do sanduíche a refeição mais comum da viagem) rumamos ao Museu da Ciência e Tecnologia.

As exposições aqui exploram assuntos como matemática, física (som, luz...), astronomia e engenharia. De tempos em tempos elas mudam – em nossa visita havia uma sobre o crime e outra sobre grãos, só para dar alguns exemplos. Esse museu é ideal para crianças em idade escolar (de 8 a 17 anos). Elas conseguem ver na prática aquilo que aprendem na escola e há muitos espaços interativos.


Além das exposições, há ainda um Planetário – que não consegui visitar, pois quando cheguei estavam encerrando a entrada para a última sessão – e um cinema 3D fora de série. As entradas são pagas em separado: há um preço para as exposições, outro para exposições “especiais”, outro para o Planetário e um último para as sessões de cinema (eles têm 3 ou 4 filmes passando, em horários diferentes). Já na entrada do museu há um espaço de informações, com atendentes e folhetos em francês, inglês e espanhol. Nada em português, como em todos os outros lugares de Paris (com exceção do taxista que nos levou do aeroporto ao hotel).



Fim da Parte I. Nos próximos dias publico um pouquinho mais sobre a visita à mais chique das capitas européias.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ok, o Rio ganhou...

Algumas pérolas do Twitter que merecem ser propagadas após essa "vitória nacional" em ordem cronológica - da mais recente pra mais antiga:

Se o Lula fosse fodão, mas bem fodão mesmo, trazia pro Rio as Olimpíadas de Inverno. ( @rafinhabastos)

Rio 2016 será prova definitiva q M. Phelps é foda. Se ele conseguir bater algum recorde nadando c/ colete a prova de balas, ele é o cara.
(@DaniloGentili)

As Olimpíadas no Rio não vão dar certo, pq ninguém vai saber qual é o tiro de abertura. Ahahaahahhahha
(@Deeercy)

Estouram os fogos de artifícios no RJ. Ganhamos a concorrência p/ 2016 ou chegou a droga no morro?
(@rafinhabastos)

Grandes merdas. O mundo vai acabar em 2012 mesmo... (@kibeloco)

Esse Lula é o fdp mais sortudo q conheço. Primeiro a Copa, agora as Olimpíadas! Odorico Paraguaçu não conseguiu fazer isso em Sucupira! (@pergunteaourso)

A Vanuza vai cantar o hino nacional no Rio2016! (@israel_moreira)

eu adoro o Rio e tal. Mas com os políticos que temos e a Copa em 2014, não precisamos de mais um álibi pra roubarem. (@lent)

País do reggae se manifesta: 2016? Pra que a pressa, Rio? Nós vamos fumar 1 e se preparar c/ calma. #Jamaica2044 (@rafinhabastos)

#rio2016 maratona: o primeiro a encontrar um policial que não esteja atras de um caixinha ganha (@betoALoureiro)

Filhos, Madri fica com a sede e o Rio com a fome. Vamos combinar assim? #RIO2016 (@oCriador)

#Rio3016

O título é esse mesmo, não é pau do blog. Mesma hashtag do Twitter, para dar continuidade aos protestos. Vamos lá:

Os cariocas que me perdoem, mas o Rio mal tem hospitais para atender a população e estão querendo investir em novos estádios? Deixem as Olimpíadas para quando tivermos menos problemas sociais para resolver, caramba! O verão tá chegando, os mosquitos da dengue vêm junto, e logo vai faltar médico pra tratar esse povo. Isso fora as favelas sem infraestrutura, o lixo nas ruas, a falta de segurança, as eternas enchentes... E aposto que não vão ter dinheiro para resolver tudo isso, nem agora, nem daqui há 7 anos. Por que cargas d'água não se mobilizam com o mesmo afinco para tornar a cidade um lugar melhor de se viver?

Quando era criança eu tinha o mau hábito de assistir às novelas da Globo, e sonhava em conhecer o Rio de Janeiro. O Cristo Redentor e a vista para aquelas praias, na tv, faziam a cidade parecer realmente maravilhosa. E tinha até música exaltando isso! Acabei indo pra lá numa excursão da escola, já com 14 anos. Sujeira, trânsito, assaltos. Decepção total. E duvido que tenha melhorado.

Aí vêm aqueles espertinhos dizendo que, com o pretexto da Olimpíada, tudo vai melhorar. Mas a que custo? E quanto do dinheiro desembolsado vai realmente parar na cidade, ou refletir em novos negócios para o resto do país? Deixando a hipocrisia de lado, sabemos todos que vão superfaturar as obras, que boa parte do que for destinado ao projeto cairá no bolso de certos políticos e outro tanto de empresários.

Agora, a pergunta que não quer calar: por que precisam de uma Olimpíada para resolver os problemas da cidade? Não é mais simples - e mais barato - resolver tudo sem ter que se preocupar em construir estádios, hotéis e outra parafernália de estruturas? Deixem o ego de lado e usem o cérebro...

Rio 3016! Até lá, teremos um país com condições de sediar uma Olimpíada.

(Enquanto escrevo, acompanho as notícias no Terra sobre a votação - agora parece que sobraram Madri e o Rio de Janeiro... no more comments)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Musiquinha pra rebater a manhã cinza

O Homem Falou
Maria Rita
Composição: Gonzaguinha


"Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão...
Pode chegar
Que a casa é grande
E é toda nossa
Vamos limpar o salão
Para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia
Da nossa evolução
Da unidade vai nascer
A nova idade
Da unidade vai nascer
A novidade...
E é prá chegar
Sabendo que a gente tem
O sol na mão
E o brilho das pessoas
É bem maior
Irá iluminar nossas manhãs
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã...
Não vamos deixar
Ninguém atrapalhar
A nossa passagem
Não vamos deixar ninguém
Chegar com sacanagem
Vambora que a hora é essa
E vamos ganhar
Não vamos deixar
Uns e outros melar...
Oô eô eá!
E a festa vai apenas
Começar
Oô eô eá!
Não vamos deixar
Ninguém dispersar"

sábado, 19 de setembro de 2009

Dama Moderna

calma, calma
que a pressa me tira o ar
deixa o momento tomar forma
esquecer da hora
cristalizar

melhor assim,
livre dessa urgência
desmemoriada dama moderna
sem passado ou coerência
quero os momentos todos em mim
e a tua calma.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cadê a Multidão?

Estudo publicado pela Carnegie Mellon University concluiu que um pequeno número de usuários é responsável pela maioria das classificações de produtos em sites como Amazon, por exemplo. Ou seja, cai por terra a teoria de que a "web 2.0" seria um espelho da opinião das multidões.

E onde afinal se pode conseguir uma opinião tão participativa? Seja na comunidade, no trabalho, na associação de bairro ou na igreja (com "i" minúsculo, para ser democrática) há sempre um pequeno grupo realmente envolvido, que organiza, transforma, molda opiniões e replica, e uma massa passiva preocupada em não se preocupar. O problema? Desde que não reclamem das consequências, nenhum. Pessoalmente não me envolvo em tudo, porque tudo é coisa demais para uma vida só. Mas cutuco umas feridas de vez em quando - tem coisas que a gente não pode deixar passar.

Matéria completa sobre o estudo em "The Dirty Little Secret About the Wisdom of the Crowds - There is No Crowd" no link http://www.readwriteweb.com/archives/the_dirty_little_secret_about_the_wisdom_of_the_crowds.php