"La poesía no quiere adeptos, quiere amantes." Federico García Lorca
"Ser inmortal es baladí; menos el hombre, todas las criaturas lo son, pues ignoran la muerte; lo divino, lo terrible, lo incomprensible, es saberse mortal." Jorge Luis Borges
Tiradas del wikiquote - versión española - http://es.wikiquote.org
quarta-feira, 30 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
O que você faz numa tarde de domingo em que o Palmeiras está participando de uma final de campeonato? Vai pra internet, claro. Afinal, não há a menor chance do maridão sair com você, namorar ou liberar a televisão. Claro, tem sempre a opção do livro. Mas ando meio preguiçosa ultimamente. Mania de urgência, e livros não combinam com isso. Tem o cachorro também. Porém, por uma questão de condicionamento, ele dorme o dia todo e só quer brincar à noite. Daí decidi escrever, pra variar um pouco. Acontece que o assunto central da vida ultimamente tem sido o cachorro. Pudera: pequeno, fofinho, brincalhão, uma graça! Jamais imaginei me apegar assim a um peludinho desses. Agora, educar o bichinho tem sido um desafio. O lance do xixi e cocô no lugar certo, hmmm, demora... E andar de carro então? Caramba! A vantagem é que ele tem se mostrado altamente sociável, e isso vale todo o esforço. Achei até um site interessante para donos de primeira viagem: www.vidadecao.com.br, bem interessante. Fico por aqui - a ansiedade em fazer todo o resto de coisas que deixei para o domingo também ajuda a vencer a imaginação (uma pena).
quinta-feira, 17 de abril de 2008
"Essa canção não é mais que uma canção, quem dera fosse uma declaração de amor...". Cantando hoje lembrei do tempo em que, talvez pela primeira vez na vida, ouvi de verdade uma canção. Acontece que, como muitos adolescentes, tentei aprender a tocar violão quando tinha meus 14, 15 anos. Digo tentei porque nunca consegui fazer isso muito bem e hoje já posso dizer que não sei mais nada mesmo. E, naquela época (dizem que quando usamos esse termo a velhice tá começando a bater na porta), a professora insistia que devíamos saber um mínimo de canto para poder tocar direito. O mínimo que ela falava era cantar na mesma tonalidade da música, o que é ultra, tri, mega básico. Mas eu nunca tinha reparado. E foi então que passei a ouvir música. De verdade. Depois que a gente inicia esse processo, o ato de cantar transforma-se num verdadeiro mergulho: a alma entra na música, mistura-se a ela e, por alguns minutos, a realidade deixa de existir.*
A título de curiosidade, diz a lenda que a música em português é uma versão de Chico Buarque para o original, composto por Pablo Milanez. O músico, cubano, criou a letra como uma homenagem a seu país (Iolanda é o codinome para Cuba, que não podia ser citada na época em países como o Brasil). Bom, informações googlenianas, é sempre bom verificar.
*Nesse processo de ouvir, deixo claro que ainda estou evoluindo. E quem não está?
A título de curiosidade, diz a lenda que a música em português é uma versão de Chico Buarque para o original, composto por Pablo Milanez. O músico, cubano, criou a letra como uma homenagem a seu país (Iolanda é o codinome para Cuba, que não podia ser citada na época em países como o Brasil). Bom, informações googlenianas, é sempre bom verificar.
*Nesse processo de ouvir, deixo claro que ainda estou evoluindo. E quem não está?
domingo, 6 de abril de 2008
Queriam que se chamasse Gizmo, por causa da cara de futuro gremlin do bicho. Mas Gizmo não é nome que se dê a um ser vivo, faz favor. Não no Brasil. Eu chamaria de John. Sempre quis um cão chamado John. E yorkshire é raça inglesa, tem tudo a ver com John. Mas isso aqui é uma democracia e o nome também não foi aprovado pela maioria (50% + 1). Então, ficou Teco mesmo. Um Teco de cachorro. É, fui finalmente vencida pela insistência do maridão e ganhei uma bolinha de pêlo ambulante. Melhor: uma maquininha de fazer xixi no lugar errado. Mas absolutamente fofa e encantadora.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Meu nome é Débora. Sem h, com acento no e. Escrito da forma mais simples e óbvia que o português (o idioma, não o atendente do cartório) permitiu. Não tem absolutamente nada a ver com Mônica. E certamente não é igual a Denise, Andréia, Daniela ou Déia. Apesar disso, 70% das pessoas que conheço me chama por esses nomes na hora da pressa. Ou pior, nas conversas tranqüilas do dia-a-dia.
Débora. Há tempos que fiz as pazes com esse nome (quando era criança ficava me perguntando por que cargas d’água meus pais não me chamaram de Sandra, Elisangela, Ana ou qualquer nome que na época me parecia mais bonito). Aliás, acho que ele tem tudo a ver comigo – é a minha cara. Não sirvo para ter outra assinatura. Minha alma também é Débora.
Daí vem o dilema: minha auto-imagem é distorcida, ou a imagem que passo aos outros não corresponde à realidade? E afinal o que você tem a ver com isso?
O problema dos blogs é que invariavelmente eles nos lembram um divã...
Débora. Há tempos que fiz as pazes com esse nome (quando era criança ficava me perguntando por que cargas d’água meus pais não me chamaram de Sandra, Elisangela, Ana ou qualquer nome que na época me parecia mais bonito). Aliás, acho que ele tem tudo a ver comigo – é a minha cara. Não sirvo para ter outra assinatura. Minha alma também é Débora.
Daí vem o dilema: minha auto-imagem é distorcida, ou a imagem que passo aos outros não corresponde à realidade? E afinal o que você tem a ver com isso?
O problema dos blogs é que invariavelmente eles nos lembram um divã...
quarta-feira, 26 de março de 2008
Ia falar de paciência. E da minha absoluta falta dela nesses dias. Mas aí vem o maridão e diz pra olhar o horóscopo. (Re)olhei. Não foi muito animador. Prevê trabalho, trabalho e mais trabalho nesse ano de "consolidação". Será que 2009 será o ano das férias? Não dá pra confiar em horóscopo, né. Ainda vou escrever o "livro das reclamações e respostas irônicas - um guia para usar no trabalho quando o chefe não está olhando". Quem sabe expurgo esse fel pessimista do sangue. Ao menos esperança não me falta.
Besos, improváveis leitores, sonhem com carneirinhos meigos e brancos.
Besos, improváveis leitores, sonhem com carneirinhos meigos e brancos.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Burn this house
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you
But the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly…
Woman so weary
Spread your unbroken wings
Fly free as the swallow sings
Come to the fireworks
See the dark lady smile
She burns…
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly…
Burn this night
Black and blue
So cold in the morning
So cold without you
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly
Y la noche que se incendia,
Y la cama que se eleva,
A volar…
And of the dark days
Painted in dark gray hues
They fade with the dream of you
Wrapped in red velvet
Dancing the night away
I burn…
Midnight blue
Spread those wings
Fly free with the swallows
Fly one with the wind
Y ella es flama que se eleva,
Y es un pájaro a volar
Y es un pájaro a volar
En la noche que se incendia,
El infierno es este cielo
Estrella de oscuridad
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she ’s free to fly
Just a spark in the sky
Painting heaven and hell
Much brighter
Burn this house
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you
(Burn It Blue - Caetano Veloso)
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you
But the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly…
Woman so weary
Spread your unbroken wings
Fly free as the swallow sings
Come to the fireworks
See the dark lady smile
She burns…
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly…
Burn this night
Black and blue
So cold in the morning
So cold without you
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she’s free to fly
Y la noche que se incendia,
Y la cama que se eleva,
A volar…
And of the dark days
Painted in dark gray hues
They fade with the dream of you
Wrapped in red velvet
Dancing the night away
I burn…
Midnight blue
Spread those wings
Fly free with the swallows
Fly one with the wind
Y ella es flama que se eleva,
Y es un pájaro a volar
Y es un pájaro a volar
En la noche que se incendia,
El infierno es este cielo
Estrella de oscuridad
And the night sky blooms with fire
And the burning bed floats higher
And she ’s free to fly
Just a spark in the sky
Painting heaven and hell
Much brighter
Burn this house
Burn it blue
Heart running on empty
So lost without you
(Burn It Blue - Caetano Veloso)
terça-feira, 18 de março de 2008
Inspirada pela revista TPM, publico o NÃO POST DO DIA.
Hoje não vou escrever sobre minhas perdas. Minhas decepções. Meus estresses cotidianos. Nem sobre as escolhas difíceis e as situações sem escolha. Não vou postar aqui aquilo que não merece ser lido, nem escrito. Esse Não Post é só uma lembrança, para mim ou para quem quer que seja, que os momentos felizes valem mais a pena registrar.
Hoje não vou escrever sobre minhas perdas. Minhas decepções. Meus estresses cotidianos. Nem sobre as escolhas difíceis e as situações sem escolha. Não vou postar aqui aquilo que não merece ser lido, nem escrito. Esse Não Post é só uma lembrança, para mim ou para quem quer que seja, que os momentos felizes valem mais a pena registrar.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Ninguém mais flerta. Todo mundo fica. Pegar na mão já não faz o rosto ficar corado e nem dá aquela sensação de que o mundo começou a girar mais intensamente. Beijar então, nem se fala. Perdeu o gosto de felicidade – virou lugar comum. Ganhamos liberdade, mas perdemos poesia. E lá vou eu de novo em minhas eternas repetições...
quarta-feira, 5 de março de 2008
segunda-feira, 3 de março de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Há algum tempo – 10 anos? Tentei escrever um texto sobre a diferença entre homens e mulheres. Algo contra a sociedade machista, mas que mostrasse algumas sutis distinções entre os sexos. O texto ficou óbvio e pobre. E, sem experiência – embora achasse que tinha muita – não pude corrigi-lo. Hoje tiro duas conclusões daquilo: a primeira é que o nível de humildade no sangue aumenta com a idade. Depois dos trinta, principalmente (em poucos meses o ego é reduzido ao tamanho equivalente de uma ervilha). A segunda conclusão é que as pessoas são infinitamente mais complexas do que seus hormônios permitem. A divisão homem / mulher é simplista demais.
Queria dizer que nós, frágeis representantes do sexo feminino, somos mais dóceis e compreensivas. Mais sensíveis a sujeira, mais capazes de realizar múltiplas tarefas simultaneamente, mais fãs enlouquecidas de chocolate. E que eles, senhores dos músculos e da força bruta, tendem a focar sua atenção em uma coisa de cada vez, não ligam para a toalha de banho molhada em cima da cama ou para a tampa do vaso levantada no banheiro. E tendem a usar a buzina e xingamentos inapropriados numa proporção 10 vezes maior que nós quando ficam atrás de um volante. Mas tudo isso é clichê.
O grande fato – inexplicável pela indústria de massa – é que somos únicos. E, apesar de tudo, complementares. No bom e velho linguajar do interior, cada panela tem sua tampa. E viva a variedade, sô!
Queria dizer que nós, frágeis representantes do sexo feminino, somos mais dóceis e compreensivas. Mais sensíveis a sujeira, mais capazes de realizar múltiplas tarefas simultaneamente, mais fãs enlouquecidas de chocolate. E que eles, senhores dos músculos e da força bruta, tendem a focar sua atenção em uma coisa de cada vez, não ligam para a toalha de banho molhada em cima da cama ou para a tampa do vaso levantada no banheiro. E tendem a usar a buzina e xingamentos inapropriados numa proporção 10 vezes maior que nós quando ficam atrás de um volante. Mas tudo isso é clichê.
O grande fato – inexplicável pela indústria de massa – é que somos únicos. E, apesar de tudo, complementares. No bom e velho linguajar do interior, cada panela tem sua tampa. E viva a variedade, sô!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Estresse (no Brasil) ou stress (em Portugal) pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais de uma incapacidade de distinguir entre o real e as experiências e expectativas pessoais. Pela definição, stress inclui a resposta de componentes físicos e mentais.
O termo estresse foi publicado pela primeira vez em 1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature. Existem dois tipos de stress: crónico e orgânico.
O stress pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.
Também conhecido como um modelo teórico bio-psicossocial.
O termo estresse foi publicado pela primeira vez em 1936 pelo médico Hans Selye na revista científica Nature. Existem dois tipos de stress: crónico e orgânico.
O stress pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.
Também conhecido como um modelo teórico bio-psicossocial.
(fonte: www.wikipedia.org)
E hoje é só segunda-feira...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008

"...Eu queria ter uma bomba
Um flit* paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê"
*Flit, descobri mês passado, é o nome de um inseticida muito popular no tempo dos meus avós. Mas só associei o nome à coisa esses dias. Quer dizer, associaram pra mim.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Voltando ao tema da “geração registro”, lembro do dia em que, pouco depois de ingressar na vida corporativa, questionei meu gerente sobre o uso excessivo de e-mails na empresa. Eu vinha de um mundo completamente diferente, onde as pessoas conversavam muito e digitavam só o necessário, normalmente contatos com fornecedores e clientes. Indignava-me ver pessoas que sentavam lado a lado trocarem e-mails para discutir coisas simples. Hoje, alguns anos depois, sinto que estou mergulhada numa avalanche diária de e-mails, e volta e meia me pego enviando um para colegas que estão a menos de meio metro da minha mesa. É realmente difícil renunciar à segurança dos documentos gravados.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Minha avó sempre disse que eu devia aprender a dançar. E casar com um homem que gostasse de dançar. Esse último item era muito importante. Ela passou a maior parte da vida lamentando por ter casado com um homem que não dançava. E ela adorava bailar. Então, ontem, em parte cumprindo os planos da minha avó para mim, em parte porque sempre fui desajeitada e por fim porque poderia ser divertido, fui à minha primeira aula de dança de salão. O nome cheira a mofo, coisa de velho, não? Talvez eu esteja mesmo ficando velha. Mas uma velha que saberá dançar! Menos mal. Quando tiver filhos e eles casarem - se ainda existir casamento até lá - já poderei dançar a valsa com tranqüilidade.
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