Enquanto o Palmeiras joga...
A semana passou tão rápido que nem lembrei de dizer que, finalmente, está “tudo bem”. Devo agora retirar minhas colocações sarcásticas sobre o help desk (não cito nomes – privacidade é bom e eu também gosto) e agradecer por, enfim, ter recuperado todos os meus arquivos e poder dormir em paz. Nós dois, porque eu infernizei tanto a vida dessa criatura que ele deve ter me amaldiçoado até a quinta geração.
Mudando radicalmente de assunto: vi o Rodrigo Santoro no Lost hoje (lindo, né?). Vai uma dica para as fãs do moço: não vejam os próximos capítulos da série. Estou me coçando para não contar o que acontece, em respeito àqueles que, diferente de mim, conseguem esperar a programação da TV. Mas não assistam. É apav.... ai, que vontade de escrever! Chega, melhor incorporar meu lado sério e escrever uns poeminhas para fazer par com o da hora do almoço, publicado aí abaixo.
Besos latinos de uma fã indignada com Holywood.
(2 x 0 para o Palmeiras - um tributo ao maridão)
quinta-feira, 29 de março de 2007
Fuga
Eterna e tênue é a linha da loucura
Caminha, companheira, presa aos nossos passos
Feito sombra que não se perde
Fronteira sem alfândega
Basta um pé pisar errado
E lá estamos, nessa terra sem limites
Sanatório, manicômio, lugar de quem perdeu o juízo
Encontrá-lo de que jeito, nesse mundo infinito?
Tentadora
É a linha da loucura.
Caminha, companheira, presa aos nossos passos
Feito sombra que não se perde
Fronteira sem alfândega
Basta um pé pisar errado
E lá estamos, nessa terra sem limites
Sanatório, manicômio, lugar de quem perdeu o juízo
Encontrá-lo de que jeito, nesse mundo infinito?
Tentadora
É a linha da loucura.
terça-feira, 27 de março de 2007
terça-feira, 20 de março de 2007
"Tudo Bem"
Sinto-me como aquela mulher da propaganda do novo Ford Fiesta (não, não estou ganhando comissão pela propaganda), a do "tudo bem", sabe? "Débora queria um computador funcionando sem problemas, mas perdeu quase todos os seus arquivos na tentativa de consertá-lo e teve que se contentar com as informações que ela lembrava de memória. Tudo bem (sorriso amarelo)".
Deixa eu explicar: no feriado de 9 de março (aniversário de Joinville) deixei meu computador com o help desk aqui da empresa para consertar uns probleminhas de performance. Quando voltei, na segunda-feira, descobri que havia ocorrido um problema inexplicável no processo de partição do HD (não me perguntem, eu também não sei) e, aparentemente, todos os arquivos estavam perdidos. Daí fiz a pergunta óbvia: "tá, e onde você deixou o backup?" e recebi a resposta trágica: "que backup?".
Duas barras de chocolate e muita lágrima contida depois, fiquei sabendo que restava uma esperança: um programa milagroso que iria recuperar meus dados. Só que ia demorar até o dia seguinte para isso acontecer. Ufa! No dia seguinte, chego na empresa e o cara do help desk, olhando para o chão com cara de desgraça, me informa que “alguém” desligou o computador que estava rodando meu HD. Mas “tudo bem” que agora ele ia rodar tudo no servidor, e servidor ninguém desliga. O dia em que eu conhecer esse tal de Ninguém vou dizer umas boas pra ele. Eis que, no final da tarde, o servidor foi magicamente desligado. Nessa hora eu já estava seriamente pensando em procurar uma benzedeira (não acredito nessas coisas, mas quando o certo não funciona, a gente tem que dar uma chance para o duvidoso).
Segunda tentativa: vamos rodar novamente o HD no servidor. Porque um servidor ser desligado uma vez é até aceitável, mas duas é impossível. Foi nesse ponto que eu comecei a acreditar em olho gordo. Não é que o fdp do servidor desligou de novo? Só pode ter sido Ninguém. Para encurtar a história, já se passou uma semana, e somente hoje consegui recuperar alguns arquivos. Alguns poucos. Mas, “tudo bem”. Estou aprendendo a me libertar dessas coisas materiais. Quem precisa de 3 anos de trabalho mesmo...
Sinto-me como aquela mulher da propaganda do novo Ford Fiesta (não, não estou ganhando comissão pela propaganda), a do "tudo bem", sabe? "Débora queria um computador funcionando sem problemas, mas perdeu quase todos os seus arquivos na tentativa de consertá-lo e teve que se contentar com as informações que ela lembrava de memória. Tudo bem (sorriso amarelo)".
Deixa eu explicar: no feriado de 9 de março (aniversário de Joinville) deixei meu computador com o help desk aqui da empresa para consertar uns probleminhas de performance. Quando voltei, na segunda-feira, descobri que havia ocorrido um problema inexplicável no processo de partição do HD (não me perguntem, eu também não sei) e, aparentemente, todos os arquivos estavam perdidos. Daí fiz a pergunta óbvia: "tá, e onde você deixou o backup?" e recebi a resposta trágica: "que backup?".
Duas barras de chocolate e muita lágrima contida depois, fiquei sabendo que restava uma esperança: um programa milagroso que iria recuperar meus dados. Só que ia demorar até o dia seguinte para isso acontecer. Ufa! No dia seguinte, chego na empresa e o cara do help desk, olhando para o chão com cara de desgraça, me informa que “alguém” desligou o computador que estava rodando meu HD. Mas “tudo bem” que agora ele ia rodar tudo no servidor, e servidor ninguém desliga. O dia em que eu conhecer esse tal de Ninguém vou dizer umas boas pra ele. Eis que, no final da tarde, o servidor foi magicamente desligado. Nessa hora eu já estava seriamente pensando em procurar uma benzedeira (não acredito nessas coisas, mas quando o certo não funciona, a gente tem que dar uma chance para o duvidoso).
Segunda tentativa: vamos rodar novamente o HD no servidor. Porque um servidor ser desligado uma vez é até aceitável, mas duas é impossível. Foi nesse ponto que eu comecei a acreditar em olho gordo. Não é que o fdp do servidor desligou de novo? Só pode ter sido Ninguém. Para encurtar a história, já se passou uma semana, e somente hoje consegui recuperar alguns arquivos. Alguns poucos. Mas, “tudo bem”. Estou aprendendo a me libertar dessas coisas materiais. Quem precisa de 3 anos de trabalho mesmo...
segunda-feira, 5 de março de 2007
Da Adolescência e Outros Demônios
Vi o tal “Motoqueiro Fantasma” esses dias no cinema. Teria sido só mais um filme fraquinho daqueles que não vale a pena gastar neurônios lembrando, não fosse assistido numa tarde de sexta-feira, em meio a uma legião de adolescentes.
Ta, eu não li os quadrinhos do tal motoqueiro. Mas acho que nem quem leu pode dizer que o filme é bom. Até que os defeitos especiais não são de se jogar fora, mas o enredo... e aquela caveira então, apontando um dedo pretensamente ameaçador para os bandidos, era de morrer.. de rir! Trash, sem dúvida.
Mas, voltando ao assunto original – os adolescentes – sim, os adolescentes. Antes de tudo, vai um conselho: não vá ao cinema numa sexta-feira à tarde. Nunca, jamais. A menos que você tenha menos de 18 anos e muita paciência. (Receio que essa advertência valha para as tardes de quarta e quinta também, mas não quero criar pânico).
Eles estavam lá. Uma horda deles. (Des)organizados em grupos: os boyzinhos e as patricinhas, os nerds, os casaizinhos, os pré-adolescentes (estes corriam ao redor das cadeiras, brincando de pegar), enfim, um grupo de dar medo. Mas a gente encarou – afinal, são só adolescentes, quando o filme começar eles ficam quietos, disse o meu marido depois da advertência da moça da bilheteria – “Tem certeza que o senhor quer ir a essa sessão? Eles (apontando para o grupo do cabelo esquisito) vão todos entrar...”. Bom, não dava para dizer que a gente não foi avisado. "Eles" gritaram o filme inteiro. Isso fora os “cala-a-boca-filho-da-puta” a cada 5 minutos (adolescente adora dizer filho-da-puta, sentem-se mais adultos, vai entender...). Se arrependimento matasse...
Mas enfim, estávamos de férias, e de férias vale tudo. E, no final das contas, até que serviu para entender mais um hábito do ser humano nessa fase tão pentelha da vida – anota aí: adolescente vai ao cinema na sexta-feira à tarde, depois da aula. Gravou? Depois não diz que não avisei...
Vi o tal “Motoqueiro Fantasma” esses dias no cinema. Teria sido só mais um filme fraquinho daqueles que não vale a pena gastar neurônios lembrando, não fosse assistido numa tarde de sexta-feira, em meio a uma legião de adolescentes.
Ta, eu não li os quadrinhos do tal motoqueiro. Mas acho que nem quem leu pode dizer que o filme é bom. Até que os defeitos especiais não são de se jogar fora, mas o enredo... e aquela caveira então, apontando um dedo pretensamente ameaçador para os bandidos, era de morrer.. de rir! Trash, sem dúvida.
Mas, voltando ao assunto original – os adolescentes – sim, os adolescentes. Antes de tudo, vai um conselho: não vá ao cinema numa sexta-feira à tarde. Nunca, jamais. A menos que você tenha menos de 18 anos e muita paciência. (Receio que essa advertência valha para as tardes de quarta e quinta também, mas não quero criar pânico).
Eles estavam lá. Uma horda deles. (Des)organizados em grupos: os boyzinhos e as patricinhas, os nerds, os casaizinhos, os pré-adolescentes (estes corriam ao redor das cadeiras, brincando de pegar), enfim, um grupo de dar medo. Mas a gente encarou – afinal, são só adolescentes, quando o filme começar eles ficam quietos, disse o meu marido depois da advertência da moça da bilheteria – “Tem certeza que o senhor quer ir a essa sessão? Eles (apontando para o grupo do cabelo esquisito) vão todos entrar...”. Bom, não dava para dizer que a gente não foi avisado. "Eles" gritaram o filme inteiro. Isso fora os “cala-a-boca-filho-da-puta” a cada 5 minutos (adolescente adora dizer filho-da-puta, sentem-se mais adultos, vai entender...). Se arrependimento matasse...
Mas enfim, estávamos de férias, e de férias vale tudo. E, no final das contas, até que serviu para entender mais um hábito do ser humano nessa fase tão pentelha da vida – anota aí: adolescente vai ao cinema na sexta-feira à tarde, depois da aula. Gravou? Depois não diz que não avisei...
sexta-feira, 2 de março de 2007
Poema para o final
Se eu morrer amanhã
Quero que lembrem mais do meu sorriso
Que da minha seriedade
E mais daquilo que escrevi
Do que de tudo que falei
Porque as palavras que saem da boca são impensadas
E fogem à revelia das minhas vontades
Se eu morrer amanhã
Quero flores naturais
Não me venham com plástico, papel ou similares
Deixem um vaso sobre minha lápide
Porque então saberei que alguém passará por ali de vez em quando
Nem que seja para cuidar das flores
E talvez uma borboleta ou outra pare por aqueles arredores
Para passar sua última porção de tempo
E dar um colorido à minha ausência
Se eu morrer amanhã
Peçam a alguém para cantar uma música
Daquelas que falam de paz
E tragam gente, muita gente
Não quero partir na solidão
Mas não se prendam, não se prendam
Se eu morrer amanhã
Vou para muito longe
E a vida vai continuar passando
Se eu morrer amanhã
Quero que saibam que amei
Mesmo tendo demonstrado tão pouco
Que senti, sim, senti muito
Cada segundo passado nesse mundo
(procurem nas palavras, elas dizem tudo)
Se eu morrer amanhã
Talvez descubra o significado da palavra saudade
E peça então para renascer em outra língua
Que o propósito dessa vida já estará cumprido.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Não tenho muito o que escrever. De férias, as palavras meio que ficam guardadas na mala de viagem, ou nas fotos dos lugares que temos a audácia de conhecer. Mas, como todo o ser humano, tenho a tendência a querer preencher os espaços em branco - até quando se trata de um blog pouco ou quase nada lido.
Então, para resumir, depois de um carnaval cinza em Balneário Camboriú, convenci meu marido, com toda a sutileza e artimanhas femininas, a enfrentar uma viagem de carro a Foz do Iguaçu (particularmente, adoro viajar de carro, o que volta e meia é motivo de acaloradas discussões matrimoniais aqui em casa). O que posso dizer desse empreendimento? Foz continua linda! E certamente volto lá quando tiver outra oportunidade, para ver tudo de novo, duzentas vezes se for preciso, ou até que as quedas sequem e a represa desmorone (bate na madeira três vezes!).
Já do Paraguai, a impressão que fica é a de que não nasci para sacoleira. Um calor infernal, lixo nas ruas, cheiro de azedo no ar, misturado a aromas indistintos de comidas diversas. Prefiro o camelódromo de Balneário...
Passando do espanhol paraguaio ao argentino, uma doce surpresa me surpreendeu cruzando a fronteira: argentinos simpáticos, ora vejam! E um bar repleto de garrafas de bons vinhos por todos os cantos, algo incomum no Brasil (para entender: o bar ficava na cidade de Iguazu, na Argentina, e o dono até puxou um bom papo conosco, na melhor política da boa vizinhança).
Enfim, uma viagem curta, mas enriquecedora. Agora, volto aos meus livros e filmes até que o trabalho nos separe.
Então, para resumir, depois de um carnaval cinza em Balneário Camboriú, convenci meu marido, com toda a sutileza e artimanhas femininas, a enfrentar uma viagem de carro a Foz do Iguaçu (particularmente, adoro viajar de carro, o que volta e meia é motivo de acaloradas discussões matrimoniais aqui em casa). O que posso dizer desse empreendimento? Foz continua linda! E certamente volto lá quando tiver outra oportunidade, para ver tudo de novo, duzentas vezes se for preciso, ou até que as quedas sequem e a represa desmorone (bate na madeira três vezes!).
Já do Paraguai, a impressão que fica é a de que não nasci para sacoleira. Um calor infernal, lixo nas ruas, cheiro de azedo no ar, misturado a aromas indistintos de comidas diversas. Prefiro o camelódromo de Balneário...
Passando do espanhol paraguaio ao argentino, uma doce surpresa me surpreendeu cruzando a fronteira: argentinos simpáticos, ora vejam! E um bar repleto de garrafas de bons vinhos por todos os cantos, algo incomum no Brasil (para entender: o bar ficava na cidade de Iguazu, na Argentina, e o dono até puxou um bom papo conosco, na melhor política da boa vizinhança).
Enfim, uma viagem curta, mas enriquecedora. Agora, volto aos meus livros e filmes até que o trabalho nos separe.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Chame como Quiser
Porque estou tensa
Porque hoje é domingo
Porque nada ocorre por acaso
Porque tudo ocorre por acaso
Porque sim
E por que não?
Porque não faz sentido
E todos os sentidos estão fora de controle
Porque lá fora está quente
Porque faz vento
Porque me sinto assim
Porque sinto
Porque existe a dúvida
E em algum lugar a certeza
Porque todas as flechas apontam para o norte
Porque não existe alvo ao norte
Porque decidi perguntar
Porque a resposta
A resposta eu não sei
E porque eu não sei
Não há razão para duvidar
Porque hoje é domingo
Porque nada ocorre por acaso
Porque tudo ocorre por acaso
Porque sim
E por que não?
Porque não faz sentido
E todos os sentidos estão fora de controle
Porque lá fora está quente
Porque faz vento
Porque me sinto assim
Porque sinto
Porque existe a dúvida
E em algum lugar a certeza
Porque todas as flechas apontam para o norte
Porque não existe alvo ao norte
Porque decidi perguntar
Porque a resposta
A resposta eu não sei
E porque eu não sei
Não há razão para duvidar
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Os Melhores do Mundo são mesmo os Melhores!
Eu vi, eu vi! Eu vi o show da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo! É de se rachar de tanto rir! Lavei a alma!!!
(Pra quem não sabe, são eles que fazem aquela encenação do Joseph Klimer - acho que é assim que se escreve - "a vida é uma caixinha de surpresas... qualquer um teria ficado triste, deprimido, mas esse homem é Joseph Klimer..." lembrou? Vale muuuuuito a pena ver ao vivo).
Eu vi, eu vi! Eu vi o show da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo! É de se rachar de tanto rir! Lavei a alma!!!
(Pra quem não sabe, são eles que fazem aquela encenação do Joseph Klimer - acho que é assim que se escreve - "a vida é uma caixinha de surpresas... qualquer um teria ficado triste, deprimido, mas esse homem é Joseph Klimer..." lembrou? Vale muuuuuito a pena ver ao vivo).
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
(Esse texto já roda a internet há tempo, mas permanece perfeito. Como recebi ele hoje novamente, resolvi deixar gravado aqui, para ler de vez em quando e me acostumar...)
A GENTE SE ACOSTUMA
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão. A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colassanti)
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Quem somos nós?
O universo é um imenso vazio. Eu e você somos um imenso vazio. O observador interfere na realidade. As coisas só existem porque olhamos para elas. Só enxergamos aquilo que conhecemos – aquilo que nosso cérebro entende como real. Nosso cérebro não faz distinção entre realidade e pensamento. Podemos alterar a realidade. Todos somos um.
Somos viciados em nossas emoções. Pior, o excesso de emoções danifica nossas células, que se tornam menos capazes de absorver elementos vitais à nossa sobrevivência. Todos somos dependentes químicos, em menor ou maior grau.
Essas são algumas conclusões tiradas do filme “Quem Somos Nós?” que assisti ontem. Não me perguntem o diretor, nem nome de atores, não prestei muita atenção, sou desatenta. Mas, independente disso, vale a pena conferir. O filme traz uma série de respostas às nossas dúvidas mais primordiais, e cria uma infinidade de perguntas em nossa mente também. Para quem não se contenta com as teorias de Adão e Eva ou a evolução dos macacos, é uma boa pedida.
Agora sigo em frente, aproveitando essa maravilhosa sexta-feira (toda sexta-feira é ótima, mesmo cinzenta e chuvosa), feliz pela perspectiva do sábado. Beijos aos leitores acidentais, se é que existem.
O universo é um imenso vazio. Eu e você somos um imenso vazio. O observador interfere na realidade. As coisas só existem porque olhamos para elas. Só enxergamos aquilo que conhecemos – aquilo que nosso cérebro entende como real. Nosso cérebro não faz distinção entre realidade e pensamento. Podemos alterar a realidade. Todos somos um.
Somos viciados em nossas emoções. Pior, o excesso de emoções danifica nossas células, que se tornam menos capazes de absorver elementos vitais à nossa sobrevivência. Todos somos dependentes químicos, em menor ou maior grau.
Essas são algumas conclusões tiradas do filme “Quem Somos Nós?” que assisti ontem. Não me perguntem o diretor, nem nome de atores, não prestei muita atenção, sou desatenta. Mas, independente disso, vale a pena conferir. O filme traz uma série de respostas às nossas dúvidas mais primordiais, e cria uma infinidade de perguntas em nossa mente também. Para quem não se contenta com as teorias de Adão e Eva ou a evolução dos macacos, é uma boa pedida.
Agora sigo em frente, aproveitando essa maravilhosa sexta-feira (toda sexta-feira é ótima, mesmo cinzenta e chuvosa), feliz pela perspectiva do sábado. Beijos aos leitores acidentais, se é que existem.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
Depois de ver o especial sobre a Elis Regina ontem, me pergunto: a Elis era uma grande cantora, ou a Globo é que fez um excelente marketing?
Também lembrei que alguém me disse certa vez que os gaúchos se ressentiam muito com ela, por nunca ter voltado ao Rio Grande para fazer um show... verdade?
Lembro de vê-la cantando uma ou duas vezes na Globo, quando eu ainda era pequena demais para entender de marketing ou da alma gaúcha. E então ela já me pareceu ótima.
Que se danem os críticos da Globo e os gaúchos bairristas. Se eu tivesse metade da voz da Elis Regina tava louca de feliz!
Também lembrei que alguém me disse certa vez que os gaúchos se ressentiam muito com ela, por nunca ter voltado ao Rio Grande para fazer um show... verdade?
Lembro de vê-la cantando uma ou duas vezes na Globo, quando eu ainda era pequena demais para entender de marketing ou da alma gaúcha. E então ela já me pareceu ótima.
Que se danem os críticos da Globo e os gaúchos bairristas. Se eu tivesse metade da voz da Elis Regina tava louca de feliz!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Gestação
Nove meses para nascer o amor
Nove meses para descobrir a dor
Nove meses para entender de solidão
Nove meses para envelhecer
Nove meses para pulsar um coração
Nove meses para sorrir
Nove meses para esquecer o mundo
Nove meses para parir uma vida inteira
E mais nove vezes nove meses de espera pelo vazio infinito.
Nove meses para descobrir a dor
Nove meses para entender de solidão
Nove meses para envelhecer
Nove meses para pulsar um coração
Nove meses para sorrir
Nove meses para esquecer o mundo
Nove meses para parir uma vida inteira
E mais nove vezes nove meses de espera pelo vazio infinito.
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Perfeição de Natal
Todo ano eu tento
Escrever um poema de natal
Curto, direto, mágico
Que toque o coração da gente simples
Da gente complexa
Da gente convexa
Um poema magistral
Perfeito em síntese, verso e trama
Liberto de todo mal
Bom e leve como a folha de outono
E que guarde um pouco de mim em suas rimas
Que é para deixar com quem me ama
(e se não ama um dia há de amar ou ei de amá-lo)
A sensação do abraço apertado
E a doce saudade de saber que um dia um pelo outro passamos
Escrever um poema de natal
Curto, direto, mágico
Que toque o coração da gente simples
Da gente complexa
Da gente convexa
Um poema magistral
Perfeito em síntese, verso e trama
Liberto de todo mal
Bom e leve como a folha de outono
E que guarde um pouco de mim em suas rimas
Que é para deixar com quem me ama
(e se não ama um dia há de amar ou ei de amá-lo)
A sensação do abraço apertado
E a doce saudade de saber que um dia um pelo outro passamos
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Infinita e Triste
(depois do filme Visões, minha visão do filme)
a crueldade mora no coração
em algum canto entre a compaixão e o desespero
ela adormece enraizada
e até que venha à tona
em sua sistólica empreitada
nos espreita sem remorso
essa donzela mascarada
a crueldade é um labirinto sem saída
silada insuspeita
filha pródiga
que leva à loucura os fracos
e traz à tona os restos varridos sob o tapete da alma
infinita e triste ela nos tenta
provoca
ameaça
infinita e triste para sempre
até que a morte nos desfaça
em algum canto entre a compaixão e o desespero
ela adormece enraizada
e até que venha à tona
em sua sistólica empreitada
nos espreita sem remorso
essa donzela mascarada
a crueldade é um labirinto sem saída
silada insuspeita
filha pródiga
que leva à loucura os fracos
e traz à tona os restos varridos sob o tapete da alma
infinita e triste ela nos tenta
provoca
ameaça
infinita e triste para sempre
até que a morte nos desfaça
"... e eras assim. Por que não deste somente um raio ao teu viver?"
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Grito
Guardo um grito embolado no peito
Dez vezes mergulhado em cimento
Profundo, arredio
E todo meu
Completamente selado lá dentro
Guardo esse estranho sentido
Do não ser
Que há de crescer por entre os anos
E sufocar-me de enganos
Até explodir
Dez vezes mergulhado em cimento
Profundo, arredio
E todo meu
Completamente selado lá dentro
Guardo esse estranho sentido
Do não ser
Que há de crescer por entre os anos
E sufocar-me de enganos
Até explodir
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Transcrição de um debate acalorado:
Maickel para todos:
"Para refletir...
Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade.
Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era de esquerda
e estava a favor da distribuição da riqueza.
Tinha vergonha de que o seu pai fosse empresário e conseqüentemente de direita,
portanto,contrário aos programas socialistas e seus projetos que davam benefícios
aos que mais necessiatavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.
A maioria dos seus professores e alunos sempre defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do país.
Por tudo isso, um dia, ela decidiu enfrentar o pai.
Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado
ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava.
Seu pai ouviu pacientemente, como só um pai consegue fazer, todos os argumentos da filha e no meio da conversa perguntou:
Como você vai na escola ?
Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, estudo muito mas vale a pena. Meu futuro depende disso eu sei !
Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.
O pai prosseguiu:
E aquela tua amiga Sonia, como vai?
E ela respondeu com muita segurança:
Muito mal. A sua média é 3, ela passa os dias no shopping e namora o dia todo.
Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela é meio burra .
Com certeza, repetirá o semestre.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos
das suas notas para as da Sonia?
Com isso, vocês duas teriam a mesma média.
Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática
distribuição de notas para permitir a futura aprovação de voces duas.
Ela indignada retrucou:
Porra nenhuma! Trabalhei muito para conseguir essas notas , enquanto a Sonia buscava o lado fácil da vida.
Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.
Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:
BEM-VINDA À DIREITA!!!!"
Débora para todos:
"Normalmente eu não respondo, mas essa é uma visão muito simplista do mundo. Colocar todos os pobres numa mesma panela – como se não existissem aqueles que trabalham muito e não conseguem sair da probreza, e aqueles que querem mudar mas não sabem como (porque não tiveram oportunidade de estudo e vieram de famílias tão mal instruídas quanto eles) é posicionamento típico de quem, de um jeito ou de outro, sempre teve escolha.
Esquerda ou direita, o correto não é distribuir a renda de forma igualitária, mas distribuir a possibilidade de escolha de forma igualitária, oferecendo estudo (de qualidade, não o que as nossas escolas públicas oferecem) e capacidade de analisar de forma clara todas as possibilidades do mundo (porque o maior risco de vir de uma família onde sempre se foi pobre é acreditar que essa é a única possibilidade de vida que existe). Quando conhecimento, cultura e possibilidade de escolha forem distribuídas de forma igualitária, aí sim poderemos dividir o mundo entre preguiçosos e esforçados. Até lá a gente devia enterrar os discursos partidários. "
Joselita para Débora:
"OI
Aplausos de pé pra vc!"
Maickel para Débora:
"É... o problema é que esse povo que "nunca teve escolha", na hora em que tem que escolher, como nas eleições, vota por manter tudo do jeito que está."
Débora para Maickel:
"Vota errado pq não tem cultura e conhecimento pra analisar um governo que foi democrático na promessa e populista na prática. (aliás, a maioria nem sabe o que é populismo)."
Liana para todos:
"Ta ai... uma singela contribuição para tão acalorado debate. :D
Populismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Chamam-se de populismo uma série de movimentos políticos que propõem-se a colocar, no centro de toda ação política, o povo enquanto massa, desqualificando a idéia da democracia representativa. Exemplos típicos são o populismo russo do final do século XIX, que visava transferir o poder político às comunas camponesas por meio de uma reforma agrária radical ("partilha negra") e o populismo americano dos EUA da mesma época, que propunha incentivar a pequena agricultura pela prática de uma política monetária que favorecesse a expansão da base monetária e o crédito (bimetalismo).
Historicamente, no entanto, o termo populismo acabou por ser identificado com certos fenômenos políticos típicos da América Latina, principalmente a partir dos anos 1930, estando associado à industrialização, à urbanização e à dissolução das estruturas políticas oligárquicas em que o poder político encontra-se firmemente na mão de aristocracias rurais."
Roger para todos:
"Na verdade…muitos confundem o verdadeiro singnificado.
Vejam...
Cientificamente....o termo “pupulismo” vem do grego “popó”, que significa grande lutador médio-ligeiro da atualidade.
Então, populismo nada mais é que um movimento pró-popó! Já que o maguila já era!
Sempre é bom estar bem informado."
E daí em diante os ânimos começaram a se exaltar.. hehehehehe
Maickel para todos:
"Para refletir...
Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade.
Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era de esquerda
e estava a favor da distribuição da riqueza.
Tinha vergonha de que o seu pai fosse empresário e conseqüentemente de direita,
portanto,contrário aos programas socialistas e seus projetos que davam benefícios
aos que mais necessiatavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.
A maioria dos seus professores e alunos sempre defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do país.
Por tudo isso, um dia, ela decidiu enfrentar o pai.
Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado
ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava.
Seu pai ouviu pacientemente, como só um pai consegue fazer, todos os argumentos da filha e no meio da conversa perguntou:
Como você vai na escola ?
Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, estudo muito mas vale a pena. Meu futuro depende disso eu sei !
Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.
O pai prosseguiu:
E aquela tua amiga Sonia, como vai?
E ela respondeu com muita segurança:
Muito mal. A sua média é 3, ela passa os dias no shopping e namora o dia todo.
Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela é meio burra .
Com certeza, repetirá o semestre.
O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos
das suas notas para as da Sonia?
Com isso, vocês duas teriam a mesma média.
Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática
distribuição de notas para permitir a futura aprovação de voces duas.
Ela indignada retrucou:
Porra nenhuma! Trabalhei muito para conseguir essas notas , enquanto a Sonia buscava o lado fácil da vida.
Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.
Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:
BEM-VINDA À DIREITA!!!!"
Débora para todos:
"Normalmente eu não respondo, mas essa é uma visão muito simplista do mundo. Colocar todos os pobres numa mesma panela – como se não existissem aqueles que trabalham muito e não conseguem sair da probreza, e aqueles que querem mudar mas não sabem como (porque não tiveram oportunidade de estudo e vieram de famílias tão mal instruídas quanto eles) é posicionamento típico de quem, de um jeito ou de outro, sempre teve escolha.
Esquerda ou direita, o correto não é distribuir a renda de forma igualitária, mas distribuir a possibilidade de escolha de forma igualitária, oferecendo estudo (de qualidade, não o que as nossas escolas públicas oferecem) e capacidade de analisar de forma clara todas as possibilidades do mundo (porque o maior risco de vir de uma família onde sempre se foi pobre é acreditar que essa é a única possibilidade de vida que existe). Quando conhecimento, cultura e possibilidade de escolha forem distribuídas de forma igualitária, aí sim poderemos dividir o mundo entre preguiçosos e esforçados. Até lá a gente devia enterrar os discursos partidários. "
Joselita para Débora:
"OI
Aplausos de pé pra vc!"
Maickel para Débora:
"É... o problema é que esse povo que "nunca teve escolha", na hora em que tem que escolher, como nas eleições, vota por manter tudo do jeito que está."
Débora para Maickel:
"Vota errado pq não tem cultura e conhecimento pra analisar um governo que foi democrático na promessa e populista na prática. (aliás, a maioria nem sabe o que é populismo)."
Liana para todos:
"Ta ai... uma singela contribuição para tão acalorado debate. :D
Populismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Chamam-se de populismo uma série de movimentos políticos que propõem-se a colocar, no centro de toda ação política, o povo enquanto massa, desqualificando a idéia da democracia representativa. Exemplos típicos são o populismo russo do final do século XIX, que visava transferir o poder político às comunas camponesas por meio de uma reforma agrária radical ("partilha negra") e o populismo americano dos EUA da mesma época, que propunha incentivar a pequena agricultura pela prática de uma política monetária que favorecesse a expansão da base monetária e o crédito (bimetalismo).
Historicamente, no entanto, o termo populismo acabou por ser identificado com certos fenômenos políticos típicos da América Latina, principalmente a partir dos anos 1930, estando associado à industrialização, à urbanização e à dissolução das estruturas políticas oligárquicas em que o poder político encontra-se firmemente na mão de aristocracias rurais."
Roger para todos:
"Na verdade…muitos confundem o verdadeiro singnificado.
Vejam...
Cientificamente....o termo “pupulismo” vem do grego “popó”, que significa grande lutador médio-ligeiro da atualidade.
Então, populismo nada mais é que um movimento pró-popó! Já que o maguila já era!
Sempre é bom estar bem informado."
E daí em diante os ânimos começaram a se exaltar.. hehehehehe
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